Aulas presenciais: 3,7 mil municípios NÃO têm previsão para retorno das escolas

Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), aponta que cerca de 3.742 prefeituras não possuem uma data para o retorno das aulas presenciais nas redes municipais do ensino. 

Aulas presenciais: 3,7 mil municípios NÃO tem previsão para retorno das escolas
Aulas presenciais: 3,7 mil municípios NÃO tem previsão para retorno das escolas (Foto: Google)

A consulta foi realizada com cerca de  3.988 governos locais, uma amostra de 71,6% do país, que possui 5.570 municípios.

No locais que em que a sondagem foi realizada, vivem 14,6 milhões de alunos atendidos por redes municipais de ensino, que representam 63,3% das matrículas nesse segmento no país. 

Na pesquisa, a falta de uma data para que as aulas sejam retomadas não significam que os prefeitos estejam omissos.

O relatório da pesquisa diz que  “Ao contrário, decidir pela não retomada das aulas indica uma postura responsável e cautelosa do gestor. A situação não pode ser simplificada, a pandemia já representa prejuízo à aprendizagem dos alunos e da educação como um todo, mas a pergunta sobre quando retornar essas atividades precisa ser respondida com responsabilidade, pois é inegável a preocupação com a retomada das aulas por conta da disseminação do vírus”.

Os municípios consultados foram apenas 197, ou seja, 4,9% da amostra. Estes informaram uma data de reabertura das escolas que já foi marcada, mas a CNM pondera que:

“a realidade tem mostrado, especialmente em nível estadual, que as previsões iniciais não têm se confirmado e o retorno  tem sido adiado, a exemplo do que ocorreu no Maranhão, Rio Grande do Norte, Acre, Piauí e Distrito Federal”.

O principal motivo que as previsão não estão sendo cumpridas é a judicialização da volta às aulas em todo o país, com cobranças de medidas para proibir o retorno das atividades presenciais nas escolas.

“O entendimento é balizado pelo risco de aumento de contaminação da covid-19, em razão da exposição de milhares de estudantes e professores, o que pode colocar a população em potenciais situações de contágio”, diz a CNM.

O levantamento apontou que os municípios estão oferecendo algum tipo de atividade pedagógica não presencial.

A maior parte dos casos, estão sendo realizadas a distribuição de material impresso, uma alternativa para  3.818 prefeituras,98,2% do total consultado, seguidos da oferta aulas por meio digitais, adotada por 3.152 gestores cerca de 81,1%. 

Apenas 6,5% dos municípios ouvidos, cerca de 254, realizam aulas por meio de TV e outros 3,5%, em torno de 136, por meio de rádio. 

Cerca de 3.360 municípios, 86,4% da amostra, usam aplicativos de mensagem instantânea para o envio dos materiais e atividades escolares.

Além disso foi indicado que em 70,6% dos municípios consultados os professores receberam ou recebem algum tipo de capacitação para o ensino remoto.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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