Professores do RJ decidem manter greve contra volta às aulas; entenda como ficam os alunos

Volta as aulas no Rio de Janeiro são suspensas mediante informe de greve. No último sábado (10), sindicados de professores do RJ se reuniram, virtualmente, para decidirem se irão ou não retomar seus postos de trabalho. Sob decisão do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ) e do Sindicato dos Professores do Município do Rio (Sinpro-Rio) decretou-se uma “greve pela vida”, cancelando as aulas públicas na capital carioca.   

Professores do RJ decidem manter greve contra volta às aulas; entenda como ficam os alunos (Imagem: Reprodução Google)
Professores do RJ decidem manter greve contra volta às aulas; entenda como ficam os alunos (Imagem: Reprodução Google)

Na última semana, o governo do estado teria informado que os alunos deveriam voltar as salas de aula tanto pela rede pública quanto pela privada. 

Porém, o sindicado dos professores optou por não apoiar a decisão por meio de um decreto de greve, afirmando que esta colocando a vida dos profissionais, jovens e demais familiares em risco. 

Eles alegam que o estado ainda não fornece a segurança necessária para reabrir as unidades escolares, preferindo assim manter as programações virtuais.  

“Nós reafirmamos que a ciência tem que ser levada em consideração em primeiro lugar. Nenhum instituto ainda apresentou estudos seguros de um retorno prudente das atividades presenciais nas escolas. Observamos que algumas escolas abertas estão apresentando casos de Covid-19 entre alunos e professores. Infelizmente, nós, com as escolas abertas, aumentamos os índices de contaminação”, afirmou Elson Paiva, diretor do Sinpro-Rio. 

Retorno deverá ocorrer na próxima semana 

De acordo com a agenda da administração pública, as aulas presenciais voltarão a ocorrer no próximo dia 19. 

A ideia é que nesse primeiro momento apenas os alunos do 3º ano da rede estadual de ensino retomem as atividades presencialmente. Ao todo, deverão ser recebidos 126 estudantes para cumprir o ano letivo.  

Para organizar o processo, o governo deu prioridade para aqueles que irão fazer as provas do Enem.

O grupo contará com 35 dias letivos de preparação, podendo assistir aula nos sábados para se passar todo o plano de estudos previsto. A primeira prova do Enem já foi marcada para o dia 17 de janeiro.  

No caso daqueles que não se sentirem seguros para o retorno nas escolas, haverá ainda as modalidades de ensino remoto. Os alunos receberão apostilas e terão acesso a vídeo aulas explicativas com o mesmo plano de estudo presencial.  

De acordo com o atual governador, Cláudio Castro, a decisão tomada foi necessária para tentar minimizar os efeitos do covid-19 no setor educacional.  

“Não dá para falar em voltar praia e cinema e os nossos jovens estarem fora da sala de aula. A nossa meta é fazer um retorno seguro. Queremos trazer conhecimento e preparar estes jovens para a vida”, explicou Castro. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.