Criação do Renda Cidadã ganha nova sugestão para financiamento: AUMENTO de impostos

Governo corre contra o tempo para definir forma de financiamento do Renda Cidadã. Nesse final de semana, representantes públicos se reuniram para estudar as contas públicas e tentar repassar recursos para o novo projeto social. Entre as alternativas propostas até o momento, avaliou-se a possibilidade de cancelar o abono salarial e também a criação de novos impostos.   

Criação do Renda Cidadã ganha nova sugestão de financiamento: AUMENTO de impostos (Imagem: reprodução/google)
Criação do Renda Cidadã ganha nova sugestão de financiamento: AUMENTO de impostos (Imagem: reprodução/google)

Com o fim do auxílio emergencial cada vez mais perto, a equipe econômica vem tentando encontrar uma solução para manter o novo projeto social, intitulado de Renda Cidadã.

A pauta está sendo trabalhada desde o fim do mês de setembro e tem como finalidade substituir o atual Bolsa Família e dar continuidade a campanha popular do presidente Jair Bolsonaro.  

No entanto, a finalização de seu texto tem sido um ponto difícil para os representantes. Isso porque, até o momento todas as propostas de custeio do projeto foram reprovadas ou pelo presidente ou por pressão popular.

A ideia é que o Renda Cidadã passe a funcionar a partir de janeiro, mas para isso o governo precisará encontrar recursos para custeá-lo.  

Modificações nos impostos 

Uma das alternativas em avaliação diz respeito a possibilidade de acabar com as declarações do Imposto de Renda na modalidade simplificada. Caso a medida seja adotada, ela dará fim ao desconto automático de 20% sobre o valor total declarado.

O que significa mais verba para a Receita Federal e um custo ainda maior para o brasileiro da classe média, grupo beneficiado pela pauta.  

Quanto a isso é válido ressaltar que, se for adotada, a proposta não resultará em um aumento na carga tributária, tendo em vista que não funcionará como uma nova cobrança.

Porém, irá aumentar de toda forma o valor a ser pago pelo cidadão, uma vez em que ele não terá mais direito aos descontos anuais do IRPF.   

O ministro da economia, Paulo Guedes, avalia ainda a possibilidade de desenvolver um novo imposto. Como sugestão, o vice-presidente Mourão sugeriu cobranças sobre as transações bancárias feitas em plataformas digitais.

A pauta ainda não foi totalmente descartada e poderá ser adotada a partir das soluções e dificuldades encontradas pela administração pública. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.