Volta às aulas São Paulo: Secretaria de Educação não garante retorno em todo estado

Segundo o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, as escolas que não estiverem preparadas para obedecer todos os critérios de prevenção ao coronavírus, não voltarão com as atividades presenciais hoje, 08. Saiba mais.

Volta às aulas São Paulo: Secretaria de Educação não garante retorno em todo estado
Volta às aulas São Paulo: Secretaria de Educação não garante retorno em todo estado (Imagem Google)

Nesta declaração de Rossieli dada no último domingo, 06, ele também disse que cada município “pode e deve observar suas condições locais a respeito da pandemia”.

De acordo com o Plano São Paulo, os municípios que estão na fase amarela, a terceira fase do plano de reabertura da economia, a pelo menos 28 dias, podem a partir de hoje (8), reabrir as escolas particulares e públicas para atividades de reforço e recepção de alunos e no dia 7 de outubro para aulas regulares.

Soares diz que o governo “olha a moldura estadual e o município, a sua cidade”. “Quando a gente libera, a gente libera pela região. O município pode ser mais restritivo”, explicou.

Ele ressaltou que a volta às aulas presenciais nesta semana é opcional e que as atividades podem não acontecer mesmo com a liberação do município.

O secretário finalizou dizendo que o mais importante é a saúde dos alunos e funcionários. ”Não abrimos mão da premissa principal, que é a saúde das pessoas; fizemos todo o sacrifício desde o início da pandemia e, se necessário, continuaremos”, finalizou.

Volta as aulas presenciais contarão com verba federal para preparação sanitária

Em uma votação unanime, o Senado aprovou na semana passada, o projeto que autoriza os estados, Distrito Federal e os municípios a usarem recursos federais em ações preventivas e de preparação para a volta as aulas presencias na rede pública.

O projeto é de autoria da senadora Kátia Abreu (PP-TO) é relatado por Fabiano Contarato (Rede-ES), segue agora para a Câmara dos Deputados, onde será novamente analisado.

O texto determina que durante a permanência da pandemia do coronavírus os repasses federais poderão ser utilizados excepcionalmente em ações de:

  • adequação da infraestrutura sanitária das escolas, priorizando a construção de banheiros e lavatórios ligados as redes de esgoto e distribuição de água
  • disponibilização de internet e conectividade para os estudantes que não conseguirem frequentar as aulas presenciais
  • compra de equipamentos de proteção individual, como máscaras e viseiras
  • treinamento de profissionais para praticarem as determinações das condições sanitárias e de prevenção do novo coronavírus
  • contratação de mão de obra temporária para adequação dos espaços entre alunos nas salas de aula e para substituição de profissionais que foram afastados.
  • realização obrigatória de testes moleculares ou sorológicos para diagnóstico do coronavírus em alunos e trabalhadores em casos de suspeita de contágio
  • treinamento de professores para uso de tecnologias necessárias à oferta de aulas remotas.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.