Fundos imobiliários: Tudo o que você precisa saber para começar a investir

Pandemia do novo coronavírus reformula o mercado de investimentos. Mediante a crise econômica mundial, muita gente começou a repensar onde deve aplicar dinheiro. Com o mercado de bolsas e ações em constante mudança, a aquisição de imóveis (fundos imobiliários) é vista como uma forma relativamente segura e mais estável.   

Fundos imobiliários: Tudo o que você precisa saber para começar a investir (Imagem: Google)
Fundos imobiliários: Tudo o que você precisa saber para começar a investir (Imagem: Google)

É válido ressaltar que, esse tipo de aquisição é recorrente do Brasil desde a década de 1980, quando o período de hiperinflação também alterou as carteiras de aplicações do mercado.

O investimento em fundos imobiliários pode ocorrer de várias formas. No Brasil, a mais conhecida é a aquisição de um bem que pode servir como ponto de aluguel, fazendo com que seu proprietário tenha recebimentos mensais em cima daquele terreno. No entanto, apesar de ser seguro, é preciso tomar cuidado em alguns pontos.  

Compra do imóvel  

Para aqueles que estão pensando em comprar um imóvel, tendo em vista a baixa nas taxas de juros, para colocá-lo para alugar, é preciso realizar uma avaliação de sua liquidez.

Conforme explicam analistas desse setor, a liquidez é definida de acordo com o grau de negociabilidade do título, ou seja, quanto maior seu poder de negociação, maiores serão as vantagens.  

As negociações de um imóvel, de modo geral, levam em consideração seu tempo de construção, localização e também os números do atual cenário econômico. Em períodos de forte crise, a aquisição de um terreno torna-se inviável para muitos. Entretanto, conhecendo seu público específico, sendo este de classe média alta ou alguma empresa (a depender do tipo do imóvel) pode ser uma boa oportunidade.  

Atenção aos tipos de contrato 

Para a locação, um contrato validado em cartório torna-se essencial. Evite disponibilizar seu bem sem que antes você receba uma quantia antecipada para garantir possíveis calotes. Normalmente, as empresas de locação recomendam uma cobrança prévia equivalente há três meses.

Essa quantia é vista como uma ‘caução’, caso o inquilino atrase você tem esse tempo para renegociar ou até mesmo suspender seu aluguel e pegar as chaves de volta.  

Avalie a rentabilidade  

Fique atento também a rentabilidade sobre o valor recebido com os aluguéis. Não adianta comprar um bem com um alto custo e cobrar uma quantia inferior a parcela que foi paga.

Outro ponto também importante é considerar as despesas tidas com o recolhimento do Imposto de Renda e também com o IPTU. O ideal é que você dívida essas despesas ao longo das parcelas exigidas ao seu inquilino. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.