Guedes tem até a próxima semana para entregar novo texto do Renda Brasil

Paulo Guedes, ministro da Economia, tem até amanhã, 28, para apresentar o novo formato para o Renda Brasil, programa social criado pelo governo Bolsonaro. O prazo foi estabelecido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Guedes tem até a próxima semana para entregar novo texto do Renda Brasil
Guedes tem até a próxima semana para entregar novo texto do Renda Brasil (Imagem Google)

Neste prazo o governo também espera decidir qual será o valor da nova extensão do auxílio emergencial que vai até o fim do ano. O Renda Brasil vem para substituir o Bolsa Família.

O prazo estabelecido por Bolsonaro foi determinando em uma reunião com os ministros na última terça, 25. Nesta reunião, o presidente vetou o fim do abono salarial que é pago a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.

Este benefício era a principal fonte de financiamento que foi proposta pela equipe econômica para o novo Renda Brasil.

O abono salarial é um benefício que atinge cerca de 23,2 milhões de trabalhadores e que neste ano, pode custar R$18,3 bilhões aos cofres federais.

Esses recursos correspondem a 83% da diferença de custo do Renda Brasil quando comparado ao custo anual do Bolsa Família.

Segundo estimativas, o novo programa social vai ter um custo anual de R$52 bilhões, enquanto o Bolsa custa R$30 bilhões ao ano.

Bolsonaro deseja que o valor médio que será pago pelo Renda Brasil seja maior que os R$270 propostos pela equipe de Guedes.

Na tarde de ontem (26), o presidente teceu críticas publicamente a respeito da proposta do Renda Brasil, que foi mostrada a ele nesta semana pela equipe econômica.

Bolsonaro disse que o projeto está suspenso e que não vai “tirar (recursos) dos mais pobres” para abastecer o Renda Brasil.

“Ontem, discutimos a possível proposta do Renda Brasil. E eu falei “está suspenso”, vamos voltar a conversar. A proposta, como a equipe econômica apareceu para mim, não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos. Não podemos fazer isso aí” afirmou o presidente em um evento em Minas Gerais.

De acordo com fontes ligadas ao governo, caso não seja definida uma fonte de financiamento, o programa vai terminar sendo semelhante ao atual Bolsa Família, que paga em média R$ 190, e o que mudaria seria apenas o nome e desenho.

Bolsonaro quer além do valor maior, que o número de famílias beneficiadas também cresça dos atuais 14 milhões para 20 milhões de famílias.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.