Ifood recebe multa de R$2,5 milhões por má prestação de serviços em SP

Nessa semana, o Procon São Paulo informou que estaria aplicando uma multa de R$ 2,5 milhões para o iFood. De acordo com o informe, a penalização teria sido motivada pelo fato da marca aplicar valores abusivos para seus consumidores. Na hora da compra, os entregadores estariam cobrando uma taxa maior do que a que foi dada no aplicativo.  

Ifood recebe multa de R$2,5 milhões por má prestação de serviços em SP (Imagem: Google)
Ifood recebe multa de R$2,5 milhões por má prestação de serviços em SP (Imagem: Google)

O iFood funciona como um serviço de entrega de alimentos. Por meio de seu aplicativo, os consumidores podem conferir os cardápios dos restaurantes cadastrados e assim solicitar seus pedidos sem precisar sair de casa.

Na plataforma, é preciso informar o preço de cada item, assim como também as taxas de entrega.  

Entretanto, de acordo com as queixas realizadas, a marca estaria fazendo uma correção sem notificar aos clientes. Ao confirmarem suas compras, os consumidores foram cobrados com valores maiores do que o que foi apresentado na plataforma, violando então o Código de Defesa do Consumidor.  

Resposta do iFood 

Questionada a respeito, a empresa se pronunciou informando que tais cobranças estavam sendo feitas indevidamente pelos entregadores, prejudicando não só os clientes como ela mesma. Além disso, garantiu que não estava ciente dos valores adicionais feitos na hora da entrega.  

“O iFood informa não ter recebido a autuação com imposição de multa do Procon-SP. É importante ressaltar que a prática fraudulenta da maquininha afeta tanto os consumidores quanto o iFood, que, em apoio aos clientes, após análise, faz o ressarcimento mesmo diante de fraudes aplicadas por meio de aparelhos de pagamento que não pertencem à empresa. Por meio de notificações, o iFood orienta os clientes a não aceitar cobrança de valores adicionais na entrega e informa a confirmação de pagamento via app”, diz o texto. 

Procon SP  

De acordo com o Procon, foram feitas diversas denúncias por parte dos clientes que alegaram ser vítimas de fraude.  

“A empresa responde pelos atos de seus prepostos, não importa que os entregadores não sejam seus funcionários; ela deve se responsabilizar pelos seus representantes”, afirmou Fernando Capez, secretário de defesa do consumidor do Estado de São Paulo. 

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.