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Volta as aulas são suspensas no DF. Na última semana, o Ministério Público do Trabalho (MPT) suspendeu a decisão do governador Ibaneis Rocha sobre a retomada dos centros de ensino. De acordo com o gestor, as escolas públicas e particulares do Distrito Federal deveriam voltar a funcionar a partir desta segunda-feira (27). No entanto, a justiça considerou o decreto uma ameaça à saúde pública e solicitou novos prazos.  

Volta às aulas no DF estão suspensas! Decisão veio da Justiça do Trabalho (Imagem: Reprodução - Google)
Volta às aulas no DF estão suspensas! Decisão veio da Justiça do Trabalho (Imagem: Reprodução – Google)
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Mediante a justificativa de que os centros de ensino solicitavam pela volta de seus serviços, Ibaneis informou que as aulas, paradas pelo novo coronavírus, voltariam a acontecer a partir de hoje (27).

Entretanto, a Justiça do Trabalho solicitou que o calendário fosse adiado por ao menos 10 dias, até que a gestão estruturasse um plano seguro de retomada.  

Na ação judicial, os magistrados alegaram que havia uma diferença entre as seguranças aplicadas para o ensino público em comparação com o privado, e que por isso seria necessário elaborar uma nova estratégia.   

“Não há qualquer fundamento lógico e técnico, em termos sanitários, para submeter a comunidade escolar da Rede Privada aos graves riscos de uma doença para a qual não existe vacina e para a qual não há tratamento consensuado pela Medicina”, declararam os procuradores. 

Aulas presenciais se tornam opcionais  

Segundo a proposta de Ibanes, a participação física nas aulas aconteceriam de forma opcional. Os familiares que desejassem enviar os filhos para os centros de estudo poderiam.

No entanto, aqueles que ainda se sentissem inseguros tinham a oportunidade de permanecer com as aulas no formato remoto, onde o aluno estaria recebendo todo o material didático conforme sugeriu o SINEPE-DF (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF).  

De acordo com dados levantados pelo próprio Sinepe-DF, até o momento só 28,6% dos alunos desejam voltar as aulas presenciais. O estudo foi feito com base em 68 instituições que aplicaram questionários.  

Plano de retomada 

Sobre como voltar de forma mais segura, o sindicato sugeriu a possibilidade de fazer um retorno por escala. Primeiro, seriam recepcionados apenas os alunos da educação infantil e creches.

Depois, a decisão ficaria válida para o ensino médio e por último os alunos do ensino fundamental. Acredita-se que tais divisões serão aplicadas a partir do mês de agosto.  

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.