Pedidos do seguro desemprego têm alta de 13,4% neste ano

Segundo dados divulgados ontem (22), pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, o número de solicitações de seguro desemprego até o último dia 15 de julho, aumentou 13,4% quando comparado ao mesmo período de 2019.

Pedidos do seguro desemprego têm alta de 13,4% neste ano
Pedidos do seguro desemprego têm alta de 13,4% neste ano (Imagem Google)

Em números, o governo informou que foram 4,239 milhões de pedidos de seguro-desemprego este ano, o que representa 502,1 mil solicitações a mais do que no ano passado no mesmo período.

Ainda que o número acumulado do ano tenha aumentado, o total de solicitações caiu 1,9% na comparação entre a primeira quinzena de julho de 2020 e a primeira quinzena de julho de 2019 (5.702 pedidos a menos).

Fundo do poço da economia

A diminuição no número de pedidos do seguro em julho, acontece ao mesmo tempo em que o governo afirma que a economia tem mostrado sinais de recuperação.

Ontem, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o “fundo do poço” da economia do Brasil foi registrada entre abril e início de março e que os recentes indicadores apontam a recuperação.

Campos Neto voltou a afirmar que avaliação da estimativa do Banco Central para o PIB neste ano, com queda de 6,4%, é pessimista. Ele acredita que esta porcentagem será bem mais favorável.

Valor pago pelo seguro desemprego

O trabalhador demitido recebe entre três e cinco parcelas do seguro. A quantidade muda de acordo com quantas vezes o trabalhador já fez o pedido, e quanto tempo trabalhou antes de ser demitido.

O valor das parcelas do seguro variam entre R$1.045, equivalente ao salário mínimo definido em fevereiro deste ano, até o teto de R$1.813,03.

Para saber o valor, o trabalhador deve fazer um cálculo somando o salário dos três meses antes de ser demitido e dividir o total por três. Se o resultado da média salarial para o cálculo do seguro-desemprego for:

  • Até R$ 1.599,61: multiplica-se o salário médio por 0,8 (80%)
  • De R$ 1.599,62 a R$ 2.666,29: o que exceder R$ 1.599,61 será multiplicado por 0,5 (50%) e somado a R$ 1.279,69
  • Acima de R$ 2.666,29: a parcela será de R$ 1.813,03

Já para pescadores, empregados domésticos e resgatados, o valor é de no máximo um salário mínimo em qualquer situação.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.