Na quinta-feira (25), durante uma transmissão ao vivo ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia Paulo Guedes, mencionou a possibilidade de “perdoar” as contratações de empréstimos de pequenas empresa durante a pandemia do coronavírus.

publicidade
Guedes fala em "perdão" sobre contratação de empréstimos de pequenas empresas
Guedes fala em “perdão” sobre contratação de empréstimos de pequenas empresas (Foto: Isac Nóbrega/PR)
publicidade

Este “perdão” seria concedido as empresas que em 2021, mantiverem em dia o pagamento dos impostos.

“Nós estamos estudando o bônus de adimplência, que é o seguinte: o sujeito pequenininho, que foi lá, pegou o empréstimo, trabalhou bem, conseguiu se recuperar lá na frente, pagou os impostos, a gente pode dar o bônus de adimplência, e perdoa o crédito. Nós estamos estudando isso para os pequenininhos” afirmou Paulo Guedes.

Esta medida poderia ser válida para as pequenas empresas optantes do Simples Nacional. O ministro tem falado constantemente que é justo “perdoar” estes empréstimos que foram pedidos em meio a uma grande crise econômica, como a causada pela pandemia do coronavírus para bons pagadores de impostos.

Guedes defende que esta é uma medida justa para os empreendedores que precisaram solicitar um empréstimo de forma emergencial, e que conseguiram se manter após o período de turbulência, e continuaram pagando seus impostos. Isto seria o mesmo que um “um bônus de adimplência”, em suas palavras.

Desta forma, o governo ficaria responsável pelo pagamento do empréstimo à instituição financeira, com a exigência de que a empresa continue pagando os impostos normalmente. A medida valeria para os empréstimos de pequenas empresas valessem com garantia do Tesouro.

Desde o início da pandemia, o governo já anunciou várias medidas com foco nas pequenas empresas, como a abertura de uma linha de crédito batizada de Pronampe, para aqueles que contam com faturamento de até 4,8 milhões ao ano.

Até o momento, além do Pronampe (para micro e pequenas empresas), o governo já lançou linhas de crédito para capital de giro de médias empresas (que contam com faturamento de até R$ 300 milhões ao ano), além da linha de financiamento para folha de salários. O crédito para salário ainda não deslanchou e está sendo alterada pelo Congresso.

Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.