ESTA atitude do mercado internacional vai mudar a cotação do dólar no mundo

O mercado financeiro está tendo um despejo de liquidez sem precedentes, porém, só no caso do Federal Reserve (Fed) o banco central americano já bateu em US$3 trilhões nas últimas semanas. Isso está fazendo com que o dólar se enfraqueça no mundo, e está valorizando mais as moedas emergentes. No entanto, as previsões para o câmbio brasileiro ainda são cautelosas, mesmo com a queda da divisa dos EUA ante o real, segundo com estratégias ouvidas pelo Estadão. 

Esta atitude do mercado internacional vai mudar a cotação do dólar no mundo
Esta atitude do mercado internacional vai mudar a cotação do dólar no mundo (Foto: FDR)

Antes, os bancos como Credit Suisse, Bank Of America e Morgan Stanley, fizeram uma alerta para as chances da moeda americana superar de forma rápida os R$6 no país em curto prazo.

Agora, até o final do ano, por conta do fraco crescimento do Brasil em 2020, a tendência de juros caírem ainda mais e o cenário político conturbado devem influenciar no câmbio.

Pelas previsões mais recentes do banco, a moeda americana só cairia de forma mais sustentada para o nível de R$4 em 2021, por causa da retomada mais forte do crescimento econômico. 

O Instituto Internacional de Finanças (IIF), que é formado pelos 500 maiores bancos do mundo, com sede em Washington, relata que a injeção de capital no mercado financeiro vem acontecendo em níveis jamais vistos. 

De acordo com o economista especializado em fluxos internacionais do IFF, Jonathan Fortun, faz o cálculo que o Fede já aumentou seu balanço em 70% desde março, comprando US$1,6 trilhões em títulos públicos americanos e US$500 bilhões em títulos lastreados em hipotecas.

Já na Europa, o Banco Central Europeu fez um anúncio na semana passada, o aumento de seu programa de compra de ativos em 600 bilhões de euros para 1,35 trilhão de euros. 

Neste ambiente, a alta liquidez e a taxa de juros baixas nos países desenvolvidos, investidores passaram a procurar ativos de risco. 

Esse primeiro movimento foi vender títulos do Tesouro americano, porto seguro em tempos de incerteza, e aplicar nas bolsas e nos mercados emergentes, além de títulos de empresas privadas.

Para o Brasil, a avaliação sobre os rumos do dólar ainda é cautelosa. O JPMorgan reduziu a previsão para a taxa básica de juros para 1,75% em 2020, e ainda vê a moeda americana em R$ 5,70 no mês de dezembro. 

Uma projeção dos estrategistas de moedas do grupo financeiro holandês Rabobank elevaram esta semana a projeção para o dólar no final de 2020 de R$ 4,95 para R$ 5,45

O argumento para o câmbio estar mais pressionado inclui “incertezas fiscais”, além de juros menores e o baixo crescimento econômico. O banco passou a prever contração de 7,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano, ante queda de 5,1% estimada anteriormente.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.