Cerca de dez milhões de brasileiros ainda estão esperando o processamento da sua solicitação do auxílio emergencial para poder receber a primeira parcela de R$600. Em contra partida, na liberação do benefício, o governo identificou pessoas de classe média maiores de 18 anos recebendo o coronavoucher.

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Auxílio emergencial: Descoberta FRAUDE com milhares de recebimentos indevidos
Auxílio emergencial: Descoberta FRAUDE com milhares de recebimentos indevidos (Imagem FDR)
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Os beneficiários são estudantes, universitários, mulheres de empresários e servidores públicos aposentados e seus dependentes receberam o benefício sem ter direito. Neste grupo estão os militares que obtiveram de forma indevida o benefício. 

Essa irregularidade só foi percebida por conta da realização de uma checagem mais rigorosa nos dados dessas famílias, um dos critérios para ter acesso à ajuda federal.

De acordo com os integrantes do governo, os fraudadores omitiram a renda do domicílio no cadastro feito na Caixa Econômica Federal. 

As informações não foram checadas pois a Dataprev, responsável por realizar o cruzamento de dados e aprovar o pagamento, não utilizou a base de dependentes dos contribuintes que declaram o Imposto de Renda (IR) para saber se o requerente é filho de um servidor público. 

Foram analisados apenas o CPF da pessoa, se ela não tivesse declarado renda maior que R$28,5 mil no ano de 2018, um dos requisitos definidos na lei que criou o benefício. 

Sendo assim, o critério definido para poder receber o benefício, que era de renda familiar de até três salários mínimos, o equivalente a R$ 3.135, ficou prejudicado, pois as pessoas que recebem mais puderam ter acesso ao benefício.

Os jovens sem renda ou cônjuges que não trabalham, acabaram beneficiados pela falta de cruzamento de dados.

Na última semana, o Ministério da Defesa já havia identificado que o auxílio tinha sido pago de forma indevida para cerca de 73.242 militares das forças armadas. 

Com essa informação, o Tribunal de Contas da União determinou que fosse realizado o bloqueio da conta desses beneficiários e o dinheiro fosse devolvido.

Isso deve ocorrer com os novos fraudadores. A Corte quer ainda ampliar a auditoria que já havia sido aberta para averiguar as irregularidades que envolviam os militares.

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.