Bolsonaro defende punição mais rígida aos militares que receberam auxílio de R$600

A notícia de que mais de 70 mil militares das Forças Armadas receberam o benefício do auxílio emergencial pegou milhares de brasileiros de surpresa. A ação foi confirmada pelo Ministério da Defesa nesta semana. O repasse considerado indevido fez com que o presidente Jair Bolsonaro se posicionasse sobre o assunto.

Bolsonaro defende punição mais rígida aos militares que receberam auxílio de R$600 (Reprodução/Internet)
Bolsonaro defende punição mais rígida aos militares que receberam auxílio de R$600 (Imagem: Reprodução/Internet)
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De acordo com ele, os recebedores já estão sendo identificados e os mesmo deverão devolver o dinheiro e ainda sofrer uma medida disciplinar.

Bolsonaro detalhou que quando ações como essas acontecem no meio militar, “o bicho pega”, fazendo referência ao seu tempo durante a prestação de serviços no meio.

Os perfil que receberam o benefício foram aqueles que realizaram o cadastro no aplicativo ou site da Caixa Auxílio Emergencial e são militares da ativa, da reserva, pensionistas, dependentes e anistiados.

Para estes, o pagamento da segunda parcela já está bloqueado automaticamente de acordo com o Ministério da Defesa. Para Bolsonaro, o valor repassado foi destinado para “o praça prestador do serviço militar inicial”, que vem de famílias pobres.

Neste sentido, ele destaca que o número de militares que estão prestando serviço obrigatório e ainda são de famílias humildes é considerável, pontuando cerca de 3% da população.

O erro, segundo sua análise, foi mediante a observação do cenário do ano passado, quando os mesmos ainda não tinham ligação com o exército.Como ano passado, filho de pobre, sem renda, não tinha renda nenhuma, acabaram recebendo”, destaca.

Presidente foi enfático ao destacar que este número também é considerado por uma boa parte de jovens. “Agora repito: são militares, mas são jovens que prestam serviço militar obrigatório”, finaliza.

Uma abertura de processo foi feito para investigar as ações nas três Forças (Aeronáutica, Marinha e Exército) e que irá identificar as possíveis irregularidades e acompanhará a devolução do dinheiro à União.

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai pedir uma auditoria sobre a concessão do auxílio. Ministério reafirma que este número de militares pode “ter interpretado equivocadamente as regras de recebimento do benefício”.

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