Na tarde de 8 de janeiro de 2026, um episódio grave ocorreu na Praia Grande e gerou forte repercussão nacional. Um guarda-vidas temporário, de 24 anos, sofreu agressões físicas e ofensas racistas enquanto exercia sua função.
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Apesar disso, a Polícia Militar algemou a vítima, enquanto a agressora permaneceu livre no local, inclusive, batendo nele.
A situação , que gerou um caos entre os moradores, só avançou após intervenção direta da Prefeitura de Ubatuba.
Como o conflito começou?
O desentendimento teve início quando uma turista de 36 anos abordou os guarda-vidas em busca de uma criança desaparecida, identificada depois como seu neto.
No entanto, naquele momento, a equipe atuava em um procedimento de salvamento no mar, considerado prioridade absoluta pelos protocolos de segurança.
Por isso, os profissionais explicaram que não poderiam abandonar o posto. Ainda assim, a turista reagiu com impaciência. Em poucos minutos, o diálogo virou hostilidade aberta.
Ofensa racista agravou a ocorrência
Diante da negativa técnica, a mulher passou a proferir xingamentos. Em seguida, ela chamou o guarda-vidas de “macaco”, caracterizando crime de racismo segundo a legislação brasileira.
A partir desse ponto, o caso deixou de ser apenas um conflito verbal e passou a exigir atuação rigorosa das autoridades.
Abordagem policial inverteu papéis
Quando a Polícia Militar chegou, a situação se agravou. Vídeos gravados por banhistas mostram os agentes imobilizando e algemando o guarda-vidas, mesmo após relatos de agressão e racismo.
Enquanto o jovem permanecia no chão, algemado, a mulher desferiu chutes e socos em seu rosto. Além disso, os policiais demoraram a conter a agressora, o que gerou revolta imediata no local.
Essas imagens se tornaram o centro das críticas à conduta policial.
Prefeitura atuou para garantir prisão por racismo
Diante do risco de o caso ser registrado como “confusão mútua”, a Prefeitura de Ubatuba acionou sua equipe jurídica. O acompanhamento direto na delegacia garantiu o enquadramento correto do crime.
Com isso, a autoridade policial tipificou o caso como racismo, conforme a Lei nº 14.532/2023, que tornou a injúria racial imprescritível e inafiançável.
Em nota oficial, a prefeita Flávia Pascoal afirmou que o município não tolera ataques a servidores públicos e reforçou o compromisso com a proteção dos trabalhadores durante a alta temporada.
O que o caso revela sobre racismo estrutural?
O episódio expõe falhas institucionais graves. Mesmo uniformizado e em serviço, o guarda-vidas foi tratado como suspeito. Por outro lado, a agressora manteve liberdade para continuar atacando.
Assim, o caso reacende o debate sobre racismo estrutural, responsabilidade do Estado e proteção de pessoas sob custódia policial.
O caso deixa Ubatuba em alerta para garantir segurança a quem salva vidas no litoral brasileiro.
Até o momento, os agressores estão presos e em caso de novas atualizações, traremos aqui neste artigo.
