Um episódio raro e alarmante ganhou repercussão internacional nos últimos dias. Em Yaroslavl, um menino de apenas 10 anos foi flagrado dirigindo sozinho um carro pelas ruas da cidade. Segundo o próprio garoto, o pai autorizou a condução.
No entanto, a atitude resultou em multa elevada aos pais e abriu um debate intenso sobre responsabilidade e segurança no trânsito.
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Como o flagrante do menino de 10 anos aconteceu?
Durante uma fiscalização de rotina, uma agente reguladora percebeu algo fora do comum. Ao se aproximar do veículo, encontrou uma criança sozinha ao volante de um Hyundai Solaris, modelo popular no país.
Ao conversar com o menino, a agente ouviu uma resposta direta. Ele afirmou que o pai permitiu que dirigisse.
Ainda assim, apesar da tranquilidade da criança, a autoridade interrompeu imediatamente a condução.
Além disso, não havia qualquer situação de emergência que justificasse a decisão dos responsáveis.
O que a lei russa determina?
Na Rússia, a legislação de trânsito estabelece regras claras. A idade mínima para dirigir é 18 anos, além da obrigatoriedade de habilitação formal.
Por isso, quando um adulto permite que um menor dirija, a lei enquadra o ato como infração administrativa grave. Nesses casos, as penalidades incluem:
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Multa elevada aos pais ou responsáveis
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Registro de negligência parental
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Possível acompanhamento por órgãos de proteção à infância
Assim, no caso de Yaroslavl, as autoridades responsabilizaram diretamente os pais, já que nenhuma autorização informal tem valor legal.
Quais foram as consequências para os pais da criança de 10 anos
Mesmo sem acidentes, o episódio gerou punição imediata. Segundo autoridades locais, permitir que uma criança dirija expõe terceiros a riscos desnecessários.
Além disso, o ato coloca o próprio menor em situação de perigo extremo.
Em situações semelhantes, a legislação russa também prevê advertências formais e participação em programas educativos, sobretudo quando há reincidência.
Reação do público nas redes sociais
Como era esperado, o caso viralizou rapidamente. Nas redes sociais, as opiniões se dividiram.
De um lado, usuários defenderam o menino e os pais, argumentando que ele parecia ter controle do veículo. Por outro lado, muitos condenaram duramente a atitude, classificando o episódio como irresponsabilidade grave.
Especialistas em segurança viária reforçaram que, embora algumas crianças demonstrem habilidade, maturidade emocional e capacidade de reação não se desenvolvem precocemente.
Um debate que vai além do episódio
Por fim, o caso reacende discussões importantes. Entre elas, estão os limites da autoridade parental, a banalização do risco e a influência das redes sociais na normalização de comportamentos perigosos.
Para as autoridades, o episódio serve como alerta claro. Independentemente do país, criança não dirige e permissão dos pais não substitui a lei.




