Como o coronavírus está afetando as criptomoedas?

Enfrentamos tempos difíceis. A pandemia do COVID-19 estagnou completamente a economia mundial. Em meio à essa situação complicada, opções descentralizadas como a compra de Bitcoins e a tecnologia Blockchain parecem ser a melhor solução para a realidade econômica daqueles que têm como investir no momento.

Como o coronavírus está a afetar as criptomoedas?
Como o coronavírus está a afetar as criptomoedas? (Imagem: Reprodução Google)

As criptomoedas são moedas que existem em um formato puramente digital, que usam criptografia como base de segurança para operar.  Na história, o Bitcoin foi o primeiro a criar a categoria de moeda digital há 11 anos. Hoje existem mais de 800 criptomoedas alternativas, denominadas como Altcoins, como Ethereum, Ripple e Litecoin.

São importantes porque oferecem uma alternativa descentralizada às 164 “moedas de bandeira”, ou seja, as moedas físicas nacionais.

Isso mostra mais uma vez a particularidade que elas oferecem como ativo financeiro. Na última década o Bitcoin aumentou 2.920 vezes, em comparação com a Netflix que foi a que mais cresceu no mercado de ações dos EUA no mesmo período e que avançou… apenas 38 vezes.

Além disso, em condições normais de mercado, o volume operado diariamente por criptomoedas excede o volume gerado pelas cinco maiores empresas do mundo juntas. Isso explica por que há tanto interesse por parte dos investidores em criptomoedas, que também vêem como uma alternativa que permite que dinheiro seja transferido para qualquer lugar do mundo em minutos e com custo praticamente zero.

A crise de março

Este março, o preço do Bitcoin caiu 52% em poucas horas (depois se recuperaram), em comparação com uma queda de 6% de ouro. Não apenas o Bitcoin foi afetado, mas todas as classes de ativos tiveram o pior desempenho desde 2008, resultado do pânico causado pelo Covid-19. Pela segunda vez em sua história, a Bolsa de Valores de Nova York parou de operar quando um crash do mercado acionou seu disjuntor interno, em 13 de março.

Quando o pânico ocorre, a maioria das pessoas se afasta de ativos arriscados e volta ao modo de sobrevivência. As pessoas vão preferir vender seus Bitcoins por liquidez, caso a pandemia de coronavírus piore ainda mais. Não podemos usar o Bitcoin para pagar coisas básicas, então o dinheiro é a única maneira de comprar alimentos e remédios.

Os investidores de varejo podem estar vendendo seus BTCs para garantir que tenham dinheiro suficiente para comprar alimentos extras, suprimentos médicos e cobrir outras despesas mensais, já que quarentenas prolongadas os impedem de trabalhar.

Mas as coisas vão voltar à normalidade e esta crise pode oferecer uma oportunidade de fazer as coisas de maneira diferente.

Do ponto de vista econômico, a pandemia de coronavírus pode ser a oportunidade perfeita para as economias globais fazerem uma limpeza em seus pecados passados, como inflação insustentável e criação de dívidas. A economia global está ficando sem opções quando se trata de lidar com a recessão. A redução das taxas de juros para incentivar empréstimos e gastos apenas cria bolhas de crédito artificiais.

Para diminuir os efeitos que esta pandemia possa ter nas finanças dos brasileiros, os cinco maiores bancos do país estão a adotar medidas que dão fôlego financeiro a quem possivelmente poderá enfrentar dificuldades no curto prazo. Essas medidas incluem, por exemplo, um aumento do prazo para pagamento de dívidas, cortes de juros e facilidade de crédito.

O mundo financeiro como o conhecemos agora está mudando e a expectativa é que seja para melhor, quando tudo isso passar.

 

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Amanda Castro
Amanda Castro é graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e graduanda de Administração pela Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE). É responsável pela área de negócios, tráfego e otimização SEO do portal FDR. Além disso, atua como redatora do portal FDR e demais portais de notícias desde 2017, produzindo conteúdo sobre economia, finanças pessoais e programas sociais.