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Orçamento federal 2020 mostra cenário de instabilidade

Por Eduarda Andrade
16 de dezembro de 2019
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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia: na pauta, votação, em segundo turno, da PEC 6/2019, que modifica o sistema de previdência social. 

À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), conduz sessão.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia: na pauta, votação, em segundo turno, da PEC 6/2019, que modifica o sistema de previdência social. À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), conduz sessão. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Faltando poucos dias para o recesso de fim de ano, o Congresso segue na discussão de projetos que impactarão na economia brasileira do próximo ano. Nesta segunda-feira (16), os parlamentares estarão reunidos para discutir sobre o orçamento federal de 2020. O debate vai girar em torno dos reajustes tributários e participação financeira dos municípios.

Entre os assuntos discutidos, serão analisados os impostos sobre produtos industrializados, que podem sofrer uma queda de 50% na arrecadação de cada cidade. Além disso, haverá também a adição de um ponto percentual em repasses de alguns tributos do governo federal para as prefeituras.

As medidas marcam o embate do governo federal pela queda de receitas que ainda continuarão sendo pauta ao longo de 2020. Apesar de estar marcada para hoje, a reunião se estenderá para essa terça-feira (17) e avaliará os valores destinados a partir de janeiro.

Acesse também: Economia de fim de ano: veja como usar dinheiro em viagem

O texto atualmente aprovado determina que as despesas dos cofres públicos corresponderão a 3,6 trilhões de reais, tendo como base o salário mínimo abaixo do inicialmente previsto, de 1.031 reais para 1.039 reais.

Mediante a esse orçamento, espera-se que haja um crescimento de 2,32% no PIB. A inflação ficará em 3,53% e o déficit primário do governo será de 124 bilhões de reais.

  • Fundo Eleitoral

Outro assunto também em evidência no orçamento federal de 2020 será o valor destinado ao fundo eleitoral. Segundo o texto, esse terá um aumento dos atuais 2 bilhões de reais para 3,8 bilhões de reais.

A quantia é destinada para as campanhas políticas em época de eleição e vem sendo seriamente criticada graças a quantidade de dinheiro público utilizada para promover os políticos.

Para as eleições de 2020, espera-se valores ainda maiores. Entretanto, o calendário eleitoral terá também que lidar com empecilhos ocasionados pela aprovação de novas reformas, como a tributária e a administrativa, que poderão travar a saída de dinheiro.

  • Superpacote econômico

Graças ao projeto de Paulo Guedes, ministro da Economia, as reformas propostas também irão alterar as prioridades do Congresso ao longo de 2020.

Apesar da previdência definida, deputados e senadores ainda terão que lidar com inúmeras decisões e modificações nos projetos deixados para resolução a partir de janeiro.

Eduarda Andrade

Eduarda Andrade

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