Ao dizer que “A escravidão acabou em 1888“, o candidato à presidência do país, Luís Inácio Lula da Silva (PT), prometeu que caso seja eleito vai alterar os direitos trabalhistas. O objetivo é reverter o que foi estabelecido pela reforma trabalhista aprovada no governo de Michel Temer, mas sem retornar para a CLT antiga. A informação foi dada durante a participação do ex-presidente em um comício realizado em Nova Iguaçu (RJ) na Baixada Fluminense.

Em seu discurso, Lula disse que pretende modernizar as regras atuais, garantindo direitos trabalhistas e as novas formas de trabalho, por exemplo, para motoristas de aplicativo. Também foi demonstrado interesse em trazer benefícios como direito a descanso semanal remunerado, férias e compensação em casos de acidentes.
Promessa de campanha, Lula também demonstrou interesse em retomar o cálculo do salário mínimo acima da inflação. Desde 2019 o governo não utiliza mais o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores para somar um novo valor ao piso federal, por isso tem ficado abaixo da inflação e diminuindo o poder de compra do cidadão.
“A partir de janeiro o salário mínimo vai aumentar todo ano de acordo com o crescimento da nossa economia“, disse Lula.
Lula lidera pesquisa de intenção de votos
Segundo as pesquisas de intenção de voto do Ipec em quatro estados e no Distrito Federal, divulgadas em 6 de setembro pela TV Globo, Lula lidera as intenções em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. No Distrito Federal o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) ocupa a primeira posição, e no Rio de Janeiro há empate técnico entre eles.
As eleições acontecerão em 2 de outubro no primeiro turno, e está marcada para o dia 30 do mesmo mês em caso de segundo turno. Pelo menos 12 nomes disputam o cargo de presidente da República, mas apenas quatro nomes são mais falados nas pesquisas: Lula, Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).
Durante a visita em Nova Iguaçu (RJ), o candidato petista aproveitou para pedir que os eleitores elejam deputados e senadores do seu partido. Ligando o sucesso do seu governo com uma boa base eleitoral.
“Um presidente da República tem que ter um time. E o meu time são candidatos a deputado que vão me ajudar a desfazer aquilo que Temer e Bolsonaro fizeram“, disse.
