O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) confirmou que as eleições de 2026 não suspendem automaticamente o Bolsa Família.
Portanto, as famílias que cumprem os critérios do programa continuam seguindo o calendário de pagamentos de outubro, independentemente de seu voto ou da participação em atividades políticas.
O esclarecimento, divulgado em 9 de outubro, também rebate mensagens que associam a manutenção de benefícios ao apoio a candidatos.
Para os beneficiários, a orientação é conferir as datas oficiais e não aceitar ameaças ou promessas eleitorais envolvendo o dinheiro.
Pagamento de outubro começa em 19 de outubro
O Bolsa Família inicia a liberação mensal em 19 de outubro de 2026, para famílias com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.
Em seguida, o cronograma avança por final de NIS até o dia 30, quando recebem os beneficiários com final 0.
Assim, cada família deve observar o último dígito do NIS, e não a data em que votou. O calendário nacional estabelece as seguintes datas para outubro:
| Final do NIS | Pagamento |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3 | 21 de outubro |
| 4 | 22 de outubro |
| 5 | 23 de outubro |
| 6 | 26 de outubro |
| 7 | 27 de outubro |
| 8 | 28 de outubro |
| 9 | 29 de outubro |
| 0 | 30 de outubro |
Reajuste eleva o valor mínimo para R$ 691
Além da continuidade dos repasses, outubro traz uma mudança no valor. Segundo o MDS, a recomposição de 15,04% aumenta o piso familiar de R$ 600 para R$ 691.
- Já a média nacional estimada sobe de R$ 675 para R$ 777.
Esse piso não significa que todas as famílias receberão a mesma quantia. O cálculo considera a composição familiar e soma os benefícios correspondentes.
Quando a soma fica abaixo de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença até atingir o mínimo.
Com a atualização, a parcela por integrante passa a R$ 164; o adicional para crianças menores de sete anos chega a R$ 173.
Para gestantes, nutrizes e dependentes de sete a menos de 18 anos, o adicional corresponde a R$ 58 por integrante elegível.

Regras do cadastro continuam valendo após as eleições
Apesar da garantia de continuidade, o MDS ressalta que a permanência no Bolsa Família ainda depende das regras do programa. A inscrição no Cadastro Único, por exemplo, não concede o benefício automaticamente: o governo analisa os requisitos antes de incluir uma família.
Da mesma maneira, eventuais mudanças na situação cadastral devem seguir as normas da política social. O resultado das urnas ou a preferência política não constituem motivo para suspender uma parcela. Tampouco candidatos podem garantir ingresso no programa por meio de promessas de campanha.
Como tirar dúvidas e denunciar ameaças
Quem tiver dúvidas sobre depósitos, condições de acesso ou dados familiares pode recorrer ao Disque Social 121, aos canais oficiais do MDS e aos serviços de atendimento do município. Se precisar revisar o Cadastro Único, também pode procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Por fim, se alguém ameaçar retirar o Bolsa Família em razão do voto ou exigir apoio político para manter o pagamento, o cidadão pode procurar o Ministério Público Eleitoral. Para denunciar propaganda eleitoral irregular, existe ainda o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.
