A conta de luz dos consumidores residenciais do Distrito Federal pode subir 1,17% a partir de outubro.
O ajuste deve acontecer caso a proposta de revisão tarifária da Neoenergia Brasília seja aprovada sem mudanças.
O percentual ainda não é definitivo e segue em discussão na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A audiência pública sobre o processo foi realizada em 27 de agosto, com participação de representantes da distribuidora e do Conselho de Consumidores.
Mesmo após a audiência, os interessados ainda podem enviar contribuições à Consulta Pública nº 024/2026 até 12 de setembro.
Proposta prevê alta de 1,17% para clientes residenciais
Para os consumidores residenciais da classe B1, a proposta apresentada pela ANEEL indica aumento de 1,17%.
Na baixa tensão, o efeito médio calculado é de 1,10%, enquanto os consumidores de alta tensão podem ter impacto médio de 3,95%.
| Grupo | Índice proposto | Situação |
|---|---|---|
| Residencial B1 | 1,17% | Ainda em análise |
| Baixa tensão — média | 1,10% | Ainda em análise |
| Alta tensão — média | 3,95% | Ainda em análise |
A Neoenergia Brasília atende cerca de 1,23 milhão de unidades consumidoras no DF.
Segundo a agência, custos de distribuição, transmissão e compra de energia, além de componentes financeiros, estão entre os fatores considerados na revisão.
LEIA TAMBÉM: Conta de luz cai até 10,63% em 5 distribuidoras do Norte e Nordeste
O efeito médio para o conjunto dos consumidores cativos foi estimado em 1,86%, percentual diferente do índice específico da classe residencial.
Consulta pública continua aberta até 12 de setembro
O fim da audiência não encerrou a participação dos consumidores.
A Consulta Pública nº 024/2026 permanece aberta para contribuições documentais até 12 de setembro, com canais separados para revisão tarifária, estrutura tarifária e perdas técnicas.
Isso significa que o percentual de 1,17% ainda pode mudar antes da decisão final.
A ANEEL analisa as contribuições recebidas e incorpora ao processo os argumentos técnicos considerados pertinentes antes da votação pela diretoria colegiada.
As manifestações podem, portanto, influenciar a avaliação técnica que antecede a definição das tarifas.
Para o consumidor residencial, portanto, não há cobrança adicional de 1,17% na fatura neste momento.
O índice é uma proposta de revisão e só passa a produzir efeito depois da aprovação definitiva e da entrada em vigor das novas tarifas.
Novos percentuais devem ser definidos em outubro
A expectativa da ANEEL é levar o processo à Reunião Pública Ordinária da Diretoria em 20 de outubro.
Se o cronograma for mantido, os percentuais aprovados devem entrar em vigor a partir de 22 de outubro de 2026.
A revisão tarifária periódica é diferente de um reajuste anual simples.
Nesse processo, a agência também avalia custos eficientes da distribuição, metas de qualidade, perdas de energia e componentes do chamado Fator X, além dos custos de compra e transmissão de energia e dos encargos setoriais.
Até a decisão de outubro, os moradores do DF devem tratar os índices divulgados como projeções.
A mudança efetiva da conta dependerá do percentual final aprovado e também do consumo de cada unidade, além de tributos, bandeiras tarifárias e outros componentes que integram a fatura.
Para acompanhar o desenrolar deste caso e receber alertas de reajustes na conta de luz em tempo real, entre na nossa comunidade oficial do WhatsApp do FDR no link abaixo.

