No Brasil, das 5,9 milhões de pessoas empregadas no serviço doméstico no país em 2024, 5,5 milhões eram mulheres (92,2% da categoria).
Desse total, 67,9% são pretas ou pardas, segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM) 2026, compilado a partir de dados do IBGE.
Com taxa de informalidade em 75,9% e rendimento médio mensal de R$ 1.231,00, conhecer e exigir os direitos trabalhistas garantidos pela Lei Complementar nº 150/2015 é fundamental para mudar essa realidade.
Quando o vínculo empregatício é obrigatório e quais são os direitos?
É considerada empregada doméstica a profissional que presta serviços de forma contínua, pessoal remunerada e subordinada.
É importante dizer que o serviço não deve ter finalidade lucrativa para o empregador, por mais de dois dias na semana para a mesma pessoa ou família.
Nesses casos, o registro da contratação no sistema eSocial é obrigatório.
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A formalização assegura garantias cruciais para a trabalhadora.
Atenção! A trabalhadora que mora no local de trabalho tem direito irrestrito ao descanso diário e aos intervalos.
Morar na residência não significa estar disponível 24 horas.
A falta de carteira assinada não anula os direitos, podendo o vínculo ser reconhecido na Justiça do Trabalho.
Como identificar abusos e trabalho análogo à escravidão
Algumas situações podem configurar trabalho em condição análoga à escravidão, como por exemplo:
- jornada exaustiva,
- retenção de documentos/pertences,
- restrição de mobilidade,
- agressões verbais ou físicas,
- insalubridade extrema,
- assédio moral ou sexual
Todos esses exemplos são violações graves da lei.

Onde buscar auxílio e fazer denúncias com sigilo
Se a integridade e a vida da trabalhadora não estiverem em risco imediato, recomenda-se guardar comprovantes de pagamento, fotos de registros de horário, mensagens e nomes de testemunhas.
No entanto, a segurança pessoal deve vir sempre em primeiro lugar.
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Infrações Trabalhistas: Canal Digital de Denúncias Trabalhistas do MTE (acesso via conta Gov.br, com sigilo garantido);
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Trabalho Análogo à Escravidão: Sistema Ipê (denúncia anônima) ou Disque 100 (Disque Direitos Humanos – gratuito e 24h);
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Violência contra a Mulher: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher – 24h), WhatsApp (61) 9610-0180 ou e-mail
central180@mulheres.gov.br; -
Emergências e Risco Iminente: Ligar para a Polícia Militar no 190.
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