A Reforma Tributária deu mais um passo nesta segunda-feira (3). Passou a valer a obrigação de mostrar os novos impostos, o CBS e o IBS, em parte das notas fiscais eletrônicas.
Antes de se assustar: por enquanto é fase de teste, sem aumento real de preço. Entenda o que muda de verdade.
Calma: o seu bolso vai pesar mais agora?
Não neste momento. O que começou é a obrigação de as empresas destacarem os novos tributos no documento fiscal.
Em 2026, esses impostos aparecem apenas em caráter de teste, com alíquotas simbólicas: 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS.
E tem um detalhe importante: esses percentuais são descontados dos tributos atuais, ou seja, não é um valor a mais empurrado para o preço final.
O que são CBS e IBS, sem economês
São os dois novos impostos criados pela reforma para simplificar a bagunça tributária brasileira. Entenda cada um:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): o tributo federal, que vai substituir contribuições atuais.
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): o tributo de estados e municípios, que unifica cobranças como o ICMS e o ISS.
Quem precisa se preocupar agora
Quem sente o efeito neste primeiro momento é principalmente o empresário e o contador, que precisam ajustar os sistemas de emissão de nota.
O objetivo do governo com essa fase de teste é validar os sistemas eletrônicos e dar tempo para as empresas se adaptarem antes da cobrança pra valer.
[Indicação de Lazy Block]
Quando cada documento entra na regra
A exigência não caiu de uma vez. Ela foi escalonada por tipo de documento fiscal. Confira as próximas datas:
- 3 de agosto: Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Nota do Consumidor (NFC-e), documentos de transporte (CT-e) e de energia elétrica, entre outros.
- 1º de outubro: notas de serviços de comunicação e boa parte das Notas de Serviço (NFS-e).
- 15 de novembro: eventos mensais de setores com regime especial (como balancete e aplicações financeiras).
- 1º de dezembro: plataformas digitais, empresas de software, transporte municipal, locação de imóveis e condomínios.
- 1º de janeiro de 2027: última etapa, incluindo empresas do Simples Nacional e importações.
E o consumidor, quando vai sentir?
A mudança que você vê hoje é “de bastidor”: está na estrutura da nota, não no valor que você paga.
A transição para o novo modelo é gradual e vai acontecer ao longo dos próximos anos, à medida que as alíquotas de teste dão lugar às definitivas.
Fica um alerta para quem tem um negócio, é MEI ou trabalha por conta: não deixe para a última hora.
Mesmo que a cobrança pesada só chegue mais para frente, é agora que os sistemas de emissão de nota precisam estar em dia, e o contador é seu maior aliado nessa fase.
Quem se organiza cedo evita nota rejeitada e dor de cabeça com o Fisco.
Para acompanhar o cronograma oficial e tirar dúvidas, o caminho seguro é o site da Receita Federal, e a orientação do seu contador de confiança.
