A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Manifesto II para desarticular um esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais do INSS.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava dados de terceiros e documentos falsificados para obter pagamentos irregulares, com foco em amparos voltados para idosos.
Como funcionava o esquema de fraude apurado pela Polícia Federal?
As apurações policiais apontam que o grupo agia intermediando a aprovação ilegal de benefícios por meio do uso de identidades e comprovantes fraudados.
A ação deflagrada nesta semana cumpre quatro mandados de busca e apreensão no município de Penedo, no interior do estado de Alagoas, expedidos pela Justiça Federal para apreender mídias, eletrônicos e novos documentos.
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A investigação teve início após denúncias sobre a atuação de um intermediário que facilitava a liberação de pagamentos suspeitos:
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Desdobramento de fase anterior: A operação é desdobramento direto de uma fase deflagrada em maio de 2025;
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Análise de provas: A perícia nos celulares apreendidos na primeira etapa revelou uma rede mais ampla de vínculos com benefícios irregulares;
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Prejuízo apurado: A PF estima um prejuízo acumulado de R$ 900 mil aos cofres da Previdência Social, montante que ainda passará por revisão técnica e atualização do INSS.
Atuação conjunta e combate aos crimes contra a Previdência Social
A Operação é realizada em ação conjunta com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGICOOP), responsável por identificar inconsistências em bancos de dados e apoiar o combate a ilícitos na concessão de direitos sociais.

O que acontece com os benefícios sob suspeita de fraude?
Quando a Polícia Federal e a Inteligência da Previdência identificam concessões baseadas em documentação falsa, os pagamentos são bloqueados imediatamente para evitar novos saques indevidos.
Os titulares envolvidos ou que cederam dados para a prática de crimes podem responder criminalmente por estelionato previdenciário e falsificação de documento público.
O INSS também abre processos administrativos para reaver os valores pagos indevidamente aos fraudadores.
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