A Receita Federal confirmou uma mudança importante que começa em 31 de julho: os novos CNPJ passarão a ter um formato alfanumérico, misturando letras e números na identificação das empresas.
Antes que alguém se preocupe à toa, um esclarecimento essencial — a novidade vale só para inscrições novas. Quem já tem CNPJ, e a pessoa física com seu CPF, não precisa fazer absolutamente nada.
A mudança mira o mundo empresarial, principalmente contadores, donos de empresa, MEIs e quem usa sistemas de gestão. Para o cidadão comum, o impacto no dia a dia é praticamente nulo.
Ainda assim, vale entender como fica o novo modelo, já que ele vai conviver com os CNPJ antigos daqui para frente.
O que muda no novo CNPJ
A estrutura geral continua familiar, mas com uma diferença central. O CNPJ segue com 14 caracteres, só que agora aceita letras onde antes só havia números.
Veja como fica:
- As 8 primeiras posições (a raiz do CNPJ) poderão ter letras e números;
- As 4 posições seguintes (que identificam o estabelecimento) também serão alfanuméricas;
- Os 2 últimos dígitos, os verificadores, continuam apenas numéricos.
Ou seja, as 12 primeiras posições poderão conter tanto números de 0 a 9 quanto qualquer letra de A a Z.
Por que a Receita resolveu mudar o formato?
O motivo é simples e prático: acabar o número de combinações disponíveis. Com o modelo só numérico, a quantidade de CNPJ possíveis vinha se esgotando com o tempo.
Ao incluir letras, a Receita amplia enormemente as combinações e garante a continuidade do cadastro por muitos anos.
A abertura de empresas, aliás, não muda em nada para o empreendedor: segue sendo feita pela Redesim, o sistema de registro que já foi adaptado para o novo padrão.
Quem precisa se preparar para a mudança
A atenção maior é para empresas que usam sistemas próprios ou softwares de gestão.
Programas de emissão de nota fiscal, folha de pagamento, controle financeiro e integrações tributárias precisam reconhecer o novo formato — muitos deles ainda tratam o CNPJ como um campo só de números.
Se esses sistemas não forem atualizados, podem ocorrer falhas no processamento de dados quando surgir o primeiro cliente ou fornecedor com CNPJ alfanumérico.
Por isso, quem tem empresa deve conversar com seu contador ou com o fornecedor do software para confirmar se a plataforma já está pronta.
