Uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) revelou um esquema de crédito consignado, conhecido como “Juros Zero“, que pode ter levado à cobrança de taxas indevidas de servidores públicos no DF.
A suspeita recai sobre o uso indevido de um decreto de agosto de 2024, que permite a antecipação de salários sem juros, para justificar a cobrança de taxas abusivas.
A operação, que apura uma movimentação de cerca de R$ 81 milhões em cobranças sobre folhas de pagamento, envolve o Banco de Brasília (BRB) e a plataforma PicPay.
A suspeita é que o BRB, banco controlado pelo governo do DF, tenha sido utilizado para facilitar descontos que violam direitos trabalhistas.
Em 19 de junho de 2026, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília, Curitiba e São Paulo.
As ações miraram instituições como o BRB e o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), buscando esclarecer o mecanismo das cobranças supostamente ilegais.
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Diversas instituições e ex-gestores públicos estão sob escrutínio. A amplitude da operação demonstra o impacto financeiro potencial sobre os servidores públicos afetados, que aguardam respostas claras e soluções efetivas.
O deputado Gabriel Magno (PT-DF) requisitou ao MPDFT uma análise detalhada dos atos administrativos envolvidos.
A PicPay negou irregularidades em nota oficial, mas a apreensão cresce entre os funcionários que se sentem lesados.
A investigação do MPDFT segue focada em apurar a legalidade das operações de crédito consignado no DF, com desdobramentos esperados nos próximos meses.
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