A Câmara dos Deputados recebeu denúncias preocupantes sobre o uso indevido de cartões do Bolsa Família. A suspeita é que cartões do programa estariam sendo trocados por drogas por pessoas em situação de rua.
O assunto foi debatido na Comissão de Finanças e Tributação, onde o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) apresentou as alegações.
Segundo ele, depoimentos de autoridades policiais indicam que beneficiários estariam entregando seus cartões a traficantes em troca de entorpecentes.
O vereador Mateus Batista (União), de Joinville (SC), reforçou a denúncia, sugerindo que a priorização de pessoas em situação de rua no recebimento do Bolsa Família facilitaria o acesso a drogas.
Ele defendeu a restrição do acesso ao programa para este público, argumentando que já existem outras políticas de assistência, como restaurantes populares.
Por outro lado, o deputado Merlong Solano (PT-PI) ponderou que as pessoas em situação de rua representam uma parcela pequena dos beneficiários do Bolsa Família.
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Ele destacou que a dependência química é uma questão de saúde pública que deve ser tratada por políticas específicas, e não pela exclusão de famílias vulneráveis do programa de transferência de renda.
Edson Lima, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, afirmou que o Bolsa Família tem como objetivo o combate imediato à fome, enquanto a dependência química é uma questão a ser abordada por outras frentes governamentais.
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