O INSS confirmou uma nova medida nesta sexta-feira (05) que promete agilizar a liberação de benefícios essenciais para milhares de brasileiros com deficiência.
A iniciativa busca reduzir drasticamente o tempo de espera nas análises, para isso, o instituto autorizou o remanejamento voluntário de até 80 servidores da área de Reabilitação Profissional.
Mutirão contra as filas
Os profissionais vão atuar temporariamente no setor de avaliações sociais, que é a etapa mais crucial e obrigatória para a concessão do BPC.
Os servidores remanejados serão distribuídos estrategicamente entre as superintendências de todas as regiões do Brasil (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste).
O cronograma do governo já está desenhado da seguinte forma:
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Prazo Inicial: O reforço nas avaliações sociais terá uma duração inicial de 90 dias.
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Prorrogação: Caso o volume de processos acumulados continue alto, o projeto poderá ser estendido por mais 45 dias.
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O Objetivo Central: Reduzir o tempo que o cidadão leva entre dar a entrada no pedido e receber o primeiro pagamento do salário mínimo mensal.
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O BPC é um benefício assistencial pago a pessoas com deficiência que comprovem impedimentos de longo prazo (de natureza física, mental, intelectual ou sensorial) e que possuam renda familiar por pessoa de até 1/4 do salário mínimo.
Tempo de espera
A urgência por trás dessa portaria do INSS é justificada pelos dados oficiais.
O governo federal enviou recentemente uma prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU) admitindo que as metas de redução de filas estabelecidas no Plano Plurianual não foram alcançadas.
As mudanças nas regras de concessão, o aumento explosivo na demanda por novos auxílios e gargalos administrativos internos fizeram os prazos dispararem.
A transferência de servidores foi a saída imediata encontrada pela autarquia para tentar reverter o cenário crítico.

Apesar da intenção positiva, a medida dividiu opiniões.
A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social criticou o remanejamento, alertando que a retirada desses profissionais pode enfraquecer o setor de Reabilitação Profissional.
A entidade defende que a única solução definitiva para o fim das filas é a realização de novos concursos públicos e a ampliação permanente do quadro de funcionários.
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