Uma nova regra no cálculo do abono salarial, pago com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), promete impactar a vida de milhões de brasileiros.
A partir de agora, a redução gradual do teto de renda para o benefício pode excluir até 4 milhões de trabalhadores do PIS/Pasep até 2030. Somente em 2026, mais de 500 mil já devem sentir essa mudança.
A notícia pegou muitos de surpresa, pois o abono salarial, que pode chegar a um salário mínimo (estimado em R$ 1.621 em 2026), é um reforço financeiro crucial para trabalhadores de baixa renda cadastrados há pelo menos cinco anos.
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A principal alteração reside no teto de renda. Antes, o limite era de dois salários mínimos. Agora, ele será corrigido apenas pela inflação, com uma redução progressiva até atingir um salário mínimo e meio em 2035.
Quem pode perde o benefício?
Em 2026, trabalhadores com renda média mensal de até R$ 2.765 (cerca de 1,96 salário mínimo) já podem não ter mais direito ao benefício.
A mudança gradual prevê que em 2027, o limite cairá para 1,89 salário mínimo, excluindo cerca de 1,58 milhão de trabalhadores. O teto continuará a ser reduzido em 2028 (para 1,83 salário mínimo) e em 2029 (para 1,79 salário mínimo).

Segundo o Ministério do Trabalho, a iniciativa visa garantir a sustentabilidade do FAT e o equilíbrio fiscal, direcionando o benefício para quem realmente necessita. A estimativa é de uma economia de R$ 25 bilhões até 2030.
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