A partir de julho de 2026, o processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil passará por uma mudança importante que vale para todo o país.
Incluindo estados como Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP), Minas Gerais (MG), Bahia (BA) e Pernambuco (PE). A novidade é um novo exame obrigatório na etapa de obtenção da primeira habilitação.
Novo exame será obrigatório
Uma nova regra aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e incorporada ao processo de habilitação estabelece que, para tirar a CNH nas categorias A (motos) e B (carros), o candidato terá que realizar um exame toxicológico de larga janela de detecção.
Antes dessa mudança, esse exame era exigido apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E.
Esse exame não é o tradicional de sangue ou urina: ele costuma usar amostras de cabelo, pelos do corpo ou até pedaços de unha para verificar o consumo de substâncias psicoativas nos últimos meses antes da coleta.
O que o exame detecta
O teste toxicológico pode identificar o uso recente de substâncias que alteram o sistema nervoso central, como:
- Anfetaminas e derivados
- Canabinoides (como THC)
- Derivados da cocaína
- Derivados de ópio
- Outros compostos psicotrópicos
Se o resultado apontar detecção dessas substâncias, o candidato pode ter a emissão da CNH suspensa por até 90 dias, com possibilidade de solicitar contraprova ou apresentar justificativa médica.
Quando a mudança começa
A exigência do novo exame já está programada para entrar em vigor em julho de 2026, atingindo todos os candidatos que iniciarem o processo a partir dessa data em todas as unidades da federação do Brasil.
Por que a mudança foi feita
O objetivo declarado da ampliação do exame toxicológico é aumentar a segurança no trânsito, buscando reduzir o número de motoristas que possam dirigir sob influência de substâncias que comprometam reflexos, atenção e boas práticas de condução.
