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Governo muda tudo: reduz jornada e garante compensação a filhos abandonados

Governo Lula

O Brasil vive um momento de mudanças importantes tanto no campo trabalhista quanto no jurídico. De um lado, o governo federal anunciou a redução da jornada de trabalho para milhares de trabalhadores.

De outro, a Justiça brasileira reforçou o entendimento de que pais ausentes podem ser responsabilizados financeiramente por abandono afetivo.

As duas medidas, embora diferentes, apontam para uma mesma direção: mais proteção social e valorização das relações familiares.

Abandono afetivo passa a ter mais peso na Justiça

Desde outubro de 2025, uma nova legislação fortaleceu a possibilidade de filhos processarem pais ou mães por abandono afetivo.

O ponto central é claro: não basta pagar pensão.

A Justiça entende que os pais têm o dever de:

Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o abandono não é apenas a ausência emocional, mas principalmente a omissão no dever de cuidado.

A frase que resume esse entendimento é: “Amar é faculdade, cuidar é dever”.

Constituição reforça obrigação dos pais

Esse entendimento não surgiu agora. Ele já está previsto na legislação brasileira.

A Constituição Federal, no artigo 227, determina que a família deve garantir à criança e ao adolescente:

O mesmo princípio também aparece no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Civil.

Quando o filho pode pedir indenização?

Apesar do avanço, a indenização não acontece automaticamente.

Para que a Justiça reconheça o abandono afetivo, é necessário comprovar três pontos:

  1. Conduta omissiva do pai ou da mãe

  2. Dano psicológico sofrido pelo filho

  3. Ligação direta entre a ausência e o prejuízo emocional

Na prática, isso exige provas como:

Valores das indenizações podem ser altos

As decisões judiciais variam conforme cada caso, mas já existem condenações relevantes.

Mesmo assim, cada situação é analisada individualmente, e nem toda ausência gera condenação.

Nem todo afastamento gera punição

A Justiça também considera exceções importantes.

Pedidos podem ser negados quando:

Além disso, o abandono afetivo não é crime, mas pode gerar responsabilidade civil — ou seja, obrigação de indenizar.

Governo reduz jornada de trabalho

Paralelamente às mudanças no Judiciário, o governo federal anunciou uma medida importante no campo trabalhista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reduz a jornada de trabalho de servidores terceirizados da administração pública federal.

O que muda:

A medida não vale para regimes de escala, como 12×36 ou 24×72.

Mudança faz parte de plano gradual

Essa não é a primeira ação do tipo.

Desde 2024, cerca de 19 mil trabalhadores terceirizados já haviam sido beneficiados com a redução da jornada.

Agora, o governo amplia essa política, sinalizando uma possível discussão mais ampla sobre o modelo de trabalho no Brasil.

Debate sobre novas jornadas ganha força

A decisão ocorre em meio a debates sobre mudanças maiores, como:

Segundo o governo, essas mudanças ainda dependem de discussão e aprovação no Congresso.

Pacote inclui outros benefícios

Além da jornada reduzida, o governo também anunciou medidas voltadas ao bem-estar dos trabalhadores.

Entre elas:

A proposta é melhorar as condições de trabalho e fortalecer o apoio às famílias.

O que essas mudanças mostram?

Tanto as decisões judiciais quanto as ações do governo indicam uma tendência clara:

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