O golpe do falso vômito está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo após uma série de relatos de furtos de celulares dentro de ônibus urbanos e intermunicipais.
A tática, que utiliza o nojo e a solidariedade como iscas, tem feito vítimas em rotas movimentadas, pegando passageiros desprevenidos durante o trajeto.
Como funciona o golpe do falso vômito nos ônibus?
A dinâmica do crime é baseada na distração absoluta. Segundo relatos das vítimas à polícia, um criminoso simula passar mal e derrama uma substância que parece vômito (geralmente uma mistura de alimentos) sobre ou perto do passageiro.
Imediatamente, o próprio suspeito ou um comparsa alerta a vítima sobre a “sujeira” e, demonstrando uma falsa preocupação, se oferece para ajudar a limpar a roupa ou os pertences da pessoa.
É exatamente nesse momento de confusão e desconforto que o golpe do falso vômito se concretiza: enquanto a vítima está distraída com a limpeza, os criminosos furtam o celular e outros objetos de valor de bolsos ou bolsas abertas.
Dicas para não ser vítima do golpe do falso vômito
Para evitar prejuízos, especialistas em segurança recomendam atenção redobrada ao comportamento de estranhos no transporte público. Veja como se proteger:
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Desconfie de ajuda excessiva: Se alguém causar um “acidente” e insistir muito em tocar em você para limpar, afaste-se imediatamente;
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Mantenha seus pertences à vista: Em situações de tumulto ou sujeira no ônibus, a primeira reação deve ser segurar firme sua bolsa ou celular;
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Atenção aos bolsos: Evite carregar o celular nos bolsos de trás ou em locais de fácil acesso externo;
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Registre a ocorrência: Caso perceba que foi vítima, anote o número da linha do ônibus e faça o Boletim de Ocorrência.
Ficar atento a essas movimentações suspeitas é a melhor forma de impedir que os criminosos tenham sucesso na abordagem.
