O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende enviar ainda nesta semana um projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6×1. A proposta deve chegar à Câmara dos Deputados em regime de urgência, o que pode acelerar a tramitação.
A medida já vinha sendo articulada dentro do governo e foi antecipada pelo ministro Guilherme Boulos, que indicou que o envio dependia apenas de alinhamento político.
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Envio da proposta da escala 6×1 depende de articulação com a Câmara
Antes de formalizar o projeto, Lula busca diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
A expectativa é que os dois se encontrem presencialmente até quarta-feira, antes da viagem internacional do presidente. O objetivo é alinhar o formato da proposta e evitar resistência logo no início da tramitação.
Divergência sobre formato do projeto
Um dos principais pontos de tensão está na forma como a mudança será apresentada.
Enquanto o governo quer enviar um projeto de lei, Hugo Motta defende que o tema seja tratado por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que exige um processo mais longo e complexo.
Essa diferença de estratégia pode impactar diretamente o ritmo de avanço da proposta no Congresso.
Debate 6×1 ganha peso em ano político
A discussão sobre a jornada de trabalho ocorre em um momento estratégico.
O governo tem defendido a pauta como parte de uma agenda de mudanças nas relações de trabalho, enquanto tenta acelerar a tramitação em um cenário de maior visibilidade política.
Atualmente, propostas relacionadas ao tema já estão em análise na Câmara, dentro da Comissão de Constituição e Justiça.
Críticas da oposição em relação a escala 6×1
A proposta também gerou reação de adversários políticos.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema criticou a iniciativa e classificou a medida como populista. Segundo ele, a proposta tem caráter eleitoral e pode ampliar gastos públicos sem resolver problemas estruturais da economia.
Zema também defendeu modelos alternativos de trabalho, com maior flexibilidade contratual e possibilidade de pagamento por hora.
Governo aposta em mudanças graduais
Apesar das críticas, o governo sinaliza que a proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de revisão das relações de trabalho no país.
A ideia é iniciar o debate com a redução da jornada tradicional e, a partir disso, avançar em outras mudanças ao longo do tempo.
