O INSS entrou em um novo momento após a troca de comando anunciada pelo governo. A mudança ocorre em meio ao aumento das filas e à pressão política sobre o tema.
A nova presidente é Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira que assume com a missão de acelerar a análise de benefícios e reduzir o tempo de espera.
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Filas cresceram mesmo com aumento de capacidade
Apesar de o governo afirmar que houve avanço na capacidade de análise de processos, os números mostram outro cenário.
Dados internos indicam que as filas cresceram 21% entre maio de 2025 e fevereiro de 2026. Esse aumento foi superior à própria demanda por novos pedidos, o que acendeu o alerta dentro do governo.
Esse desequilíbrio foi um dos principais fatores que levaram à troca no comando do instituto.
Saída de Waller ocorre após período turbulento
O ex-presidente Gilberto Waller Júnior deixa o cargo após 11 meses à frente do órgão.
Ele assumiu em meio a um cenário crítico, logo após uma operação da Polícia Federal revelar um esquema de fraudes na Previdência.
As investigações apontaram desvios que podem chegar a R$ 6,3 bilhões, envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
Na ocasião, outros nomes da cúpula também foram afastados, incluindo o então presidente do instituto.
Nova gestão aposta em experiência interna
A escolha de Ana Cristina foi baseada no perfil técnico e na experiência dentro do próprio sistema previdenciário.
Segundo o governo, a nova presidente tem visão completa do fluxo de processos, desde o atendimento até a fase de recursos.
A expectativa é reduzir gargalos e melhorar a qualidade do atendimento.
Promessa de zerar filas volta ao centro do debate
O tema ganhou peso político porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu durante a campanha de 2022 acabar com as filas do INSS.
Com o aumento recente, o assunto voltou a gerar desgaste na imagem do governo e passou a ser tratado como prioridade.
Governo indica nova fase no INSS
A troca no comando é vista como parte de um movimento mais amplo dentro do governo, que busca reforçar áreas estratégicas.
Segundo o Ministério da Previdência, o foco agora está em acelerar concessões e simplificar processos internos.
