Aposentados e pensionistas precisam ficar atentos.

Mudanças recentes envolvendo o Imposto de Renda e o pagamento do 13º do INSS estão gerando dúvidas e impactando diretamente o bolso de milhões de brasileiros.
O que está acontecendo, afinal?
Veja só:
- De um lado, há uma nova regra que amplia a isenção para quem tem mais de 65 anos.
- Do outro, um bloqueio no pagamento do 13º para um grupo específico vem causando frustração.
Entender o que muda é essencial para não ser pego de surpresa.
E, a partir de agora, o FDR te explica todos os detalhes.
Confira!
Mudança no Imposto de Renda para maiores de 65 anos
Em 2026, aposentados e pensionistas que completam 65 anos passam a contar com uma faixa extra de isenção no Imposto de Renda.
Essa regra também vale para beneficiários de regimes próprios de estados, municípios e do Distrito Federal.
Na prática, essa mudança aumenta o limite de renda que pode ser recebido sem cobrança de imposto, o que impacta diretamente o planejamento financeiro de quem vive de aposentadoria.
Como funciona a nova isenção do IR?
Para o ano-calendário de 2026, a faixa adicional de isenção será de aproximadamente R$ 24.751,74, valor correspondente a 12 parcelas mensais de R$ 1.903,98, acrescidas do 13º salário.
Essa isenção passa a valer a partir do mês em que o beneficiário completa 65 anos, sem efeito retroativo.
Além disso, ela se soma à faixa geral de isenção aplicada a todos os contribuintes.
Ou seja, parte maior da renda previdenciária pode ficar livre de tributação.
Quem tem direito à faixa extra do IR?
A isenção adicional vale para:
- Beneficiários do INSS
- Aposentados de regimes próprios
- Militares da reserva ou reformados
No entanto, rendimentos de outras fontes, como aluguéis ou aplicações financeiras, não entram nessa regra.
Planos de previdência privada também ficam de fora da faixa extra.
Mesmo isento, ainda pode precisar declarar
Mesmo com a isenção ampliada, o aposentado pode continuar obrigado a declarar o Imposto de Renda.
Isso acontece porque a obrigatoriedade não depende apenas da aposentadoria, mas também de fatores como:
- Total de rendimentos
- Ganho de capital
- Atividade rural
- Patrimônio, que pode chegar a cerca de R$ 800 mil
Ou seja, mesmo sem imposto a pagar, a declaração ainda pode ser necessária.
Como informar corretamente na declaração
A parcela isenta da aposentadoria deve ser declarada na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, incluindo o 13º salário isento.
Já o valor que ultrapassa o limite entra como rendimento tributável. O informe de rendimentos do INSS já traz essa divisão, facilitando o preenchimento correto.
Bloqueio do pagamento do 13º do INSS exige atenção
O cronograma do 13º segue o calendário regular dos benefícios, com pagamentos divididos em duas parcelas:
- Primeira parcela: entre 24 de abril e 8 de maio
- Segunda parcela: entre 25 de maio e 8 de junho
A ordem de pagamento segue o número final do cartão do benefício.
No entanto, um grupo específico não terá direito ao valor.
Beneficiários com mais de 65 anos em situação de baixa renda que recebem o BPC ou a Renda Mensal Vitalícia não recebem o 13º salário.
Essa exclusão tem gerado frustração, especialmente entre idosos que esperavam contar com esse dinheiro extra.
Enfim, as mudanças no Imposto de Renda trazem um alívio para parte dos aposentados, ampliando a faixa de isenção.
Por outro lado, o bloqueio do 13º para alguns beneficiários mostra que nem todos serão beneficiados.
Por isso, acompanhar as regras e entender os detalhes faz diferença. Em um cenário com várias mudanças, quem se informa evita surpresas e protege melhor o próprio dinheiro.
