O Ozempic, medicamento amplamente utilizado no tratamento de diabetes e também associado ao emagrecimento, virou tema de debate no Brasil e no exterior. A diferença de preço entre países pode chegar a até R$ 900, levantando questionamentos sobre acesso e custo para os brasileiros.

Com a proximidade do fim da patente, o cenário pode mudar, mas ainda há pontos importantes que precisam ser considerados.
Por que o Ozempic é tão caro no Brasil?
O preço do Ozempic no Brasil continua elevado e pesa no bolso de quem precisa do tratamento contínuo. Atualmente, a caneta de 1 mg pode custar entre R$ 990 e R$ 1.180 nas farmácias.
Quando comparado a outros países, a variação chama atenção. Nos Estados Unidos, o medicamento pode chegar a cerca de R$ 1.950. Já no Reino Unido, o valor gira em torno de R$ 1.040, enquanto em países da Europa os preços variam entre R$ 670 e R$ 850.
Essa diferença no preço do Ozempic acontece por diversos fatores, como políticas públicas de saúde, subsídios governamentais e o nível de cobertura dos planos de saúde em cada país. No Brasil, o acesso mais limitado e o alto custo tornam o medicamento menos acessível para grande parte da população.
Fim da patente do Ozempic pode reduzir preços

Uma das principais expectativas do mercado envolve o fim da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, previsto para março de 2026.
Com isso, outras farmacêuticas poderão produzir versões genéricas do medicamento, aumentando a concorrência. Empresas como EMS, Hypera Pharma e Cimed já protocolaram pedidos na Anvisa para entrar nesse mercado.
A projeção é de que o Ozempic mais barato possa chegar com redução de até 35% nos preços. No entanto, essa queda não deve acontecer de forma imediata, já que depende de aprovação, produção e distribuição dos novos medicamentos.
Tratamento com Ozempic ainda pesa no longo prazo
Mesmo com a possível redução no preço do Ozempic, o tratamento continua sendo de uso contínuo, o que impacta diretamente o orçamento.
Cada caneta costuma durar cerca de um mês, e não há um prazo definido para o fim do tratamento. Na prática, isso significa que o custo acumulado pode ser alto. Em um período de seis meses, por exemplo, o gasto pode ultrapassar R$ 7 mil, mesmo considerando valores mais baixos no futuro.
Por isso, o acesso ao medicamento segue sendo um desafio, especialmente para quem depende do uso prolongado.