O preço do feijão carioca disparou e já preocupa milhões de brasileiros. A alta, próxima de 20%, chega em um momento delicado e pesa ainda mais no bolso de quem já enfrenta os efeitos da inflação no Brasil. Mas afinal, o que está por trás desse aumento e quando os preços devem cair?

Por que o feijão carioca está tão caro?
O avanço no preço do feijão carioca pegou consumidores de surpresa. De acordo com dados do IPCA-15, a alta acumulada em 12 meses chegou a 19,69%. Para os produtores, o cenário é ainda mais intenso, com aumento de 29,3% entre janeiro e fevereiro.
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O principal motivo é o desequilíbrio entre oferta e demanda. Em termos simples, falta feijão no mercado, enquanto o consumo segue elevado, principalmente por grãos de melhor qualidade. Esse cenário pressiona diretamente os preços.
Levantamentos do Cepea e da CNA mostram que a oferta total — considerando estoques e importações — está no menor nível dos últimos dez anos, com cerca de 3,07 milhões de toneladas disponíveis. Isso reforça a preocupação com o abastecimento e o impacto no preço do feijão carioca em 2026.
Clima e produção agrícola explicam a alta do feijão

A safra atual também ajuda a explicar a disparada no preço do feijão carioca. Segundo a Conab, a produção é a menor dos últimos quatro anos, com cerca de 2,92 milhões de toneladas.
O clima no Brasil teve papel decisivo. Chuvas em períodos importantes da colheita, principalmente em estados como Minas Gerais e Goiás, afetaram tanto a qualidade quanto a quantidade do produto. No Sul, o tempo instável também prejudicou a produção.
Outro fator importante foi a redução no plantio. Com preços baixos no passado, muitos produtores deixaram de investir na cultura, migrando para alternativas mais rentáveis. Isso reduziu ainda mais a oferta e contribuiu para a alta do preço do feijão.
Quando o preço do feijão vai baixar?
Apesar da alta, há expectativa de alívio. Especialistas apontam que o preço do feijão carioca pode começar a cair no segundo semestre, principalmente entre julho e setembro.
Esse período marca a chegada da safra irrigada, que aumenta a oferta e tende a reduzir os preços. Até lá, o consumidor pode buscar alternativas mais baratas, como outros tipos de feijão.
Acompanhar a inflação dos alimentos e as notícias do agronegócio é essencial para organizar o orçamento e minimizar os impactos dessa alta.