O SUS (Sistema Único de Saúde) promete uma novidade que pode animar muita gente: a oferta de um remédio para emagrecer. No entanto, essa medida será implementada inicialmente apenas em dois estados brasileiros.

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A notícia de que o SUS oferecerá medicamentos para auxiliar no processo de emagrecimento é um marco importante para a saúde pública. A iniciativa busca oferecer suporte a pacientes com condições específicas onde o excesso de peso é um fator de risco significativo.
A escolha de disponibilizar o tratamento inicialmente em apenas dois estados visa testar a logística e o impacto da medida antes de uma expansão nacional.
Quais estados receberão o tratamento?
O remédio Wegovy, usado para perda de peso, será disponibilizado em um programa piloto que começará em dois estados brasileiros: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
A iniciativa faz parte de um projeto global da farmacêutica Novo Nordisk, que pretende ampliar o acesso a terapias para obesidade em sistemas públicos de saúde. No Brasil, o objetivo é acompanhar pacientes atendidos pelo SUS e avaliar os resultados do tratamento com o medicamento.
Onde o medicamento será oferecido
O programa será implementado inicialmente em três centros de saúde da rede pública. Dois deles já foram definidos:
- Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS);
- Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro (RJ).
Um terceiro município ainda será selecionado para participar do projeto. A proposta envolve diferentes níveis de gestão do SUS — federal, estadual e municipal.
Quem poderá receber o tratamento
Os pacientes que participarão da iniciativa serão selecionados pelos próprios centros médicos. Cada unidade definirá critérios clínicos de elegibilidade, que devem priorizar pessoas com obesidade grave já acompanhadas pelo sistema público de saúde.
A previsão é que os participantes sejam monitorados por cerca de dois anos, período em que profissionais de saúde vão avaliar a eficácia do medicamento e seus impactos no tratamento da doença.
Por que o SUS quer testar o remédio
O projeto pretende reunir dados sobre o uso da semaglutida, substância ativa do Wegovy, no tratamento da obesidade dentro do sistema público.
Entre os pontos avaliados estão:
- resultados clínicos nos pacientes;
- impacto na qualidade de vida;
- possíveis reduções em complicações graves, como doenças cardíacas ou internações.
A iniciativa também busca entender se o tratamento pode reduzir custos do sistema de saúde a longo prazo, já que a obesidade está associada a diversas doenças crônicas.

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Remédios para obesidade ainda não estão no SUS
Atualmente, o SUS não oferece medicamentos específicos para tratar obesidade. O tratamento na rede pública costuma se basear em mudanças no estilo de vida, acompanhamento nutricional e prática de atividades físicas.
Em 2024, a possibilidade de incluir remédios à base de semaglutida foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), mas a recomendação foi negativa devido ao alto custo estimado do tratamento.
Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a oferta desses medicamentos poderia custar cerca de R$ 4,1 bilhões em cinco anos, podendo chegar a aproximadamente R$ 6 bilhões em cenários de uso contínuo.
O que é o Wegovy
O Wegovy é um medicamento injetável de aplicação semanal indicado para controle de peso em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a outras doenças, como diabetes ou hipertensão.
O remédio chegou às farmácias brasileiras em 2024 e utiliza a substância semaglutida, que atua na regulação do apetite e da sensação de saciedade.
A farmacêutica também já solicitou à Anvisa autorização para uma versão em comprimido, que ainda está em análise e não tem data para eventual liberação no país.
