Com apoio dos Estados Unidos, Israel já lançou mais de 5.000 bombas contra o regime iraniano. Guerra atinge comando militar em Teerã e gera incertezas sobre a economia e o preço do petróleo.

Foto: Reprodução Reuters
O cenário no Oriente Médio atingiu um novo nível de tensão nesta semana. Segundo informações do jornal The Times of Israel, o exército israelense planeja manter os ataques aéreos contra o Irã por pelo menos mais 15 dias.
A ofensiva, que conta com a participação direta das forças dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump, já utilizou mais de 5.000 bombas para destruir estruturas da Guarda Revolucionária e centros de comando em Teerã.
Atualmente, o conflito é descrito por militares como a primeira guerra conjunta em larga escala entre Israel e EUA. Certamente, a morte de lideranças importantes, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, mudou o rumo da geopolítica mundial, colocando o mercado financeiro em estado de alerta.
Dessa maneira, a divisão de tarefas é clara: Israel foca no centro e oeste do território iraniano, enquanto os EUA atuam no sul e combatem a Marinha persa. Portanto, o mundo observa com atenção os próximos passos, temendo um envolvimento ainda maior dos países vizinhos do Golfo.
Os alvos e a estratégia da coalizão
Como infraestrutura militar iraniana é vasta, os ataques recentes focaram em pontos neurálgicos do regime:
- Sede de segurança em Teerã: Mais de 100 caças atacaram o complexo que abriga a Guarda Revolucionária e a milícia Basij.
- Lançadores de mísseis: Bases em Kermanshah foram destruídas para impedir retaliações contra Tel Aviv.
- Programa nuclear: Israel justifica a operação afirmando que Teerã estava acelerando a produção de armas nucleares e mísseis balísticos, o que seria uma “ameaça existencial”.
Reflexo no Bolso – Para o brasileiro, o maior impacto imediato desta guerra é no preço do petróleo. Com a instabilidade na região que produz grande parte do combustível mundial, a Petrobras e o mercado interno ficam sob pressão, o que pode resultar em altas na gasolina e no diesel nas próximas semanas.
Trump e a duração da guerra
Por outro lado, as previsões sobre o fim dos combates são incertas, afirma a Folha de S. Paulo. Inicialmente, o presidente americano Donald Trump estimou que a guerra duraria de quatro a cinco semanas.
No entanto, em carta recente ao Congresso, o republicano admitiu que “a guerra não tem data para acabar” e que as operações podem ser prolongadas.

(Geração: FDR)
Dessa forma, o envolvimento de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (países do Golfo) pode mudar de patamar. Recentemente, esses países têm apenas interceptado drones, mas há a avaliação de que podem ampliar a participação caso sejam atingidos por retaliações iranianas.
Finalmente, vale ressaltar que a legalidade dos bombardeios é defendida por Israel como uma medida de autodefesa preventiva. Em resumo, o mundo entra em uma fase de incerteza máxima, onde as decisões militares em Teerã e Tel Aviv ditarão o ritmo da economia global nos próximos meses.