O cenário para uma das maiores varejistas do país continua desafiador. A Americanas, que já foi o símbolo de onipresença no comércio brasileiro, encerrou o ano de 2025 com o fechamento de 193 lojas. Desde o estouro da crise financeira em janeiro de 2023, a rede já encolheu 22%, levantando questionamentos sobre o futuro da marca no mercado nacional.

(Foto: Repdorução)
Inegavelmente, o processo de recuperação judicial tem forçado a companhia a tomar decisões drásticas. Certamente, o fechamento de pontos estratégicos, como a unidade no Shopping Iguatemi, em São Paulo, simboliza o tamanho do recuo da empresa. Por esse motivo, o FDR detalha os números desse “encolhimento” e como isso afeta os milhões de clientes que ainda utilizam as lojas físicas.
Dessa maneira, a Americanas tenta se reinventar, mas os dados mostram que a base de consumidores ativos caiu drasticamente. Portanto, entenda o que está acontecendo com a rede e quais são os próximos passos do plano de transformação.
O encolhimento em números: de 2 mil para 1,4 mil lojas
Em primeiro lugar, é preciso olhar para a escala da queda. No início da crise, a Americanas mantinha 1.880 lojas abertas. Atualmente, esse número caiu para 1.470 estabelecimentos em operação.
Consequentemente, essa redução de 11,6% apenas no último ano reflete a necessidade de otimizar o negócio. Inclusive, unidades em locais nobres estão sendo desativadas ou repassadas para concorrentes.
Raio-X da Crise (Dez/2024 vs Dez/2025):
- Lojas fechadas em 2025: 193 unidades;
- Queda na base de clientes: Perda de quase 7 milhões de pessoas (de 47,3 mi para 40,8 mi);
- Concentração de vendas: 99,98% dos itens ainda são vendidos em lojas físicas.
O desafio do mundo digital
Visto que as vendas online da Americanas despencaram, a empresa tornou-se quase que exclusivamente dependente das suas lojas de rua e shopping. Em dezembro do ano passado, dos mais de 150 milhões de itens vendidos, pouco mais de 26 mil foram comercializados nos canais digitais.
Por outro lado, a companhia afirma em nota que o fechamento de pontos faz parte de um “plano de transformação com foco no consumidor”. Por esse motivo, o redimensionamento é visto pela diretoria como um ajuste necessário para a saúde financeira a longo prazo.
O que esperar para 2026?
Finalmente, vale ressaltar que o fechamento de lojas físicas impacta diretamente a logística e a conveniência para o cliente que utilizava a rede para compras rápidas. Em resumo, a Americanas de 2026 é uma empresa muito menor e mais enxuta do que a gigante que conhecemos há três anos.