
(Imagem/Geração: FDR)
A conta de luz representa um dos maiores pesos no orçamento doméstico, mas muitos brasileiros podem reduzir esse gasto significativamente através da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Com o novo salário mínimo de R$ 1.621, as faixas de renda para se enquadrar no programa foram atualizadas, permitindo que mais famílias tenham acesso a descontos que variam de 10% a 65%.
Certamente, o benefício é uma ferramenta vital para garantir a segurança energética de famílias de baixa renda e beneficiários de auxílios governamentais. Por esse motivo, o FDR preparou um guia completo para você entender se tem direito e como garantir que o abatimento apareça na sua fatura mensal.
Quem tem direito à Tarifa Social em 2026?
Em primeiro lugar, é fundamental estar com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico). Atualmente, os requisitos para receber o desconto na conta de luz são:
- Famílias de baixa renda: Inscritas no CadÚnico com renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50).
- Idosos e PCDs: Pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
- Casos de saúde: Famílias com renda de até três salários mínimos que possuam membros dependentes de aparelhos elétricos para tratamento médico.
- Indígenas e Quilombolas: Possuem regras diferenciadas, podendo atingir até 100% de desconto se consumirem até 50 kWh por mês.
Inegavelmente, a manutenção do NIS (Número de Identificação Social) ativo é indispensável para que o sistema do governo identifique o beneficiário automaticamente.
Tabela de descontos e faixas de consumo
Dessa maneira, o valor do desconto depende diretamente de quanto a sua residência consome de energia. Portanto, o programa incentiva o consumo consciente: quanto menos você gasta, maior é a porcentagem de desconto aplicada sobre o valor da tarifa.
| Consumo Mensal (kWh) | Percentual de Desconto |
| De 0 a 30 kWh | 65% de desconto |
| De 31 a 100 kWh | 40% de desconto |
| De 101 a 220 kWh | 10% de desconto |
| Acima de 220 kWh | 0% (valor integral) |
Visto que o desconto é aplicado apenas sobre os primeiros 220 kWh consumidos, famílias que excedem esse limite pagam o valor normal sobre o excedente. Consequentemente, economizar energia é a melhor estratégia para manter a conta baixa.
Como ativar o benefício na sua conta?
Atualmente, a concessão da Tarifa Social é automática. Com o intuito de reduzir a burocracia, o governo cruza mensalmente os dados do Ministério do Desenvolvimento Social com os das distribuidoras de energia (como Enel, CPFL, Equatorial, entre outras).
No entanto, se você preenche os requisitos e o desconto ainda não consta na sua conta, é recomendável entrar em contato com a concessionária de sua região. Inclusive, verifique se a titularidade da conta de luz está no mesmo CPF cadastrado no CadÚnico ou no BPC, pois essa é a causa mais comum de erro no sistema.
Finalmente, lembre-se que o benefício é válido apenas para residências (uso residencial). Por outro lado, o consumidor que for flagrado com irregularidades no cadastro ou no medidor de energia poderá perder o direito permanentemente.