O INSS repudia veementemente a manchete publicada pela revista VEJA (“Presidente do INSS diz que não será possível cumprir promessa de Lula”) sobre a fila do INSS. O título distorce as declarações do presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, e ignora os avanços reais da nossa reestruturação técnica para reduzir o tempo de espera dos segurados.
Diferente do tom pessimista divulgado, a atual gestão trabalha com dados que apontam para uma recuperação histórica da capacidade operacional do instituto.
Esclarecimento sobre a fila do INSS
A interpretação técnica de “zerar a fila” exige clareza: o órgão recebe cerca de 1,3 milhão de novos requerimentos todos os meses. Portanto, o fluxo de entrada é permanente. A meta real, reafirmada pelo presidente Gilberto Waller, é garantir que o sistema analise esse volume mensal dentro do prazo legal de 45 dias.
O objetivo central é eliminar a “fila efetiva” — os 1,6 milhão de pedidos que hoje ultrapassam o período regulamentar. “O que você precisa é rodar essa fila, fazer com que os pedidos sejam analisados no prazo legal”, destacou Waller, segundo o INSS.
Medidas que estão acelerando as análises
Para garantir o fim da espera prolongada, o INSS já colocou em prática ações estratégicas:
- Capacidade Nacional: Desde 19 de janeiro, o INSS unificou a análise de processos. Agora, servidores de regiões com menor demanda auxiliam estados com maior volume de pedidos, equilibrando o atendimento em todo o país.
- Bônus de Produtividade: O sistema de gratificações por análise extra já mostra resultados expressivos. Apenas na primeira semana, as equipes analisaram 118 mil pedidos a mais, com projeção de atingir 480 mil análises adicionais por mês.
- Capacidade Superavitária: Com essas medidas, o INSS projeta elevar sua capacidade para 1,5 milhão de análises mensais, superando a entrada de novos pedidos e permitindo uma redução real e contínua do estoque acumulado.
Compromisso com o segurado
Apesar de ter assumido o órgão com um quadro de servidores reduzido (de 40 mil para 18 mil profissionais), a atual gestão projeta uma queda de até 20% na fila do INSS em curto prazo.
O instituto reafirma seu compromisso com as diretrizes da Presidência da República e reitera que títulos sensacionalistas apenas prejudicam a compreensão pública sobre o esforço dos servidores e a real trajetória de recuperação do instituto.
