SALESóPOLIS, SP — A fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu um patamar alarmante. Dados recentes apontam que o número de brasileiros aguardando uma resposta sobre seus benefícios chegou à marca de quase 3 milhões de pessoas.

(Foto: I.A)
O atual cenário do INSS gera incertezas para milhares de famílias que dependem desses recursos para sua subsistência básica.
Neste artigo, detalhamos quem são os mais afetados, por que a fila cresceu tanto e o que você pode fazer se estiver nessa espera.
O Retrato da Fila: Quem está esperando?
A fila do INSS não é composta apenas por números; são histórias de vida interrompidas pela burocracia. O represamento atinge diversos tipos de benefícios, divididos principalmente entre análise administrativa e perícia médica.
Os grupos mais impactados incluem:
- Idosos: À espera da aposentadoria por idade ou tempo de contribuição.
- Pessoas com Deficiência (PcD): Aguardando a concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada/LOAS).
- Trabalhadores Incapacitados: Na fila para o auxílio-doença (Auxílio por Incapacidade Temporária).
- Mães e Puérperas: Que dependem do salário-maternidade para o cuidado com os recém-nascidos.
Por que a fila do INSS bateu recorde?
De acordo com dados levantados pelo portal Poder360, a fila sob a gestão atual atingiu níveis históricos. Alguns fatores explicam esse represamento:
- Aumento da Demanda: O volume de pedidos mensais cresceu significativamente.
- Déficit de Servidores: O quadro de funcionários do INSS e de médicos peritos ainda é insuficiente para a alta rotatividade de processos.
- Complexidade do Sistema: Erros no preenchimento ou falta de documentação adequada travam o sistema automático de concessão.
Importante: O atraso na concessão do benefício gera o pagamento de valores retroativos (os “atrasados”), corrigidos pela inflação, desde a Data de Entrada do Requerimento (DER).
O que fazer se o seu benefício estiver atrasado?
Se você faz parte dos 3 milhões de brasileiros na espera, existem algumas estratégias para tentar agilizar ou proteger seu direito:
- Confira o “Meu INSS”: Verifique se não há uma “Exigência” aberta. Às vezes, o processo para porque falta um documento simples que você pode anexar pelo celular.
- Utilize o Atestmed: Para auxílio-doença de curta duração, é possível substituir a perícia presencial pelo envio de atestado médico via sistema, o que costuma ser mais rápido.
- Mandado de Segurança: Em casos onde o atraso ultrapassa os prazos legais (geralmente 45 a 90 dias, dependendo do caso), um advogado especializado pode impetrar uma medida judicial para forçar o INSS a proferir uma decisão.
- Central 135: Mantenha seus dados de contato atualizados para não perder notificações sobre agendamentos ou convocações.

