Novo salário mínimo de R$ 1.500: saiba como calcular o valor dos benefícios e descontos

No dia 15 de abril, o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, realizou uma coletiva de imprensa para divulgar projeções econômicas cruciais para o país. Entre os anúncios, destaca-se a estimativa de um novo salário mínimo de R$ 1.500.

Novo salário mínimo de R$ 1.500: saiba como calcular o valor dos benefícios e descontos. Imagem: Jeane de Oliveira/FDR

O ministro revelou que o piso salarial nacional atual no Brasil é de R$ 1.412, mas projetou um aumento de cerca de 6,37%. Isso elevaria o novo salário mínimo de R$ 1.500, aproximadamente. Ele enfatizou que esse reajuste não só ampliaria o poder de compra dos trabalhadores, mas também impulsionaria a recuperação econômica nacional.

A projeção para o novo salário mínimo de R$ 1.500 segue critérios específicos: 3,25% do INPC dos últimos 12 meses até novembro e um crescimento de 2,9% do PIB em 2023. Esses dados foram incluídos no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Além disso, o projeto também prevê valores de R$ 1.582 para 2026, R$ 1.676 para 2027 e R$ 1.722 para 2028, sujeitos a revisão no PLDO futuro. No ano passado, a correção do salário mínimo considerou o INPC do ano anterior somado ao crescimento do PIB de dois anos antes. Essa fórmula esteve em vigor de 2006 a 2019.

Cada aumento de R$ 1 no salário mínimo gera um impacto de cerca de R$ 370 milhões no Orçamento, segundo o Planejamento. Isso ocorre porque vários benefícios e gastos, como os da Previdência Social, estão ligados à variação do mínimo. Na Previdência Social, esse aumento implica em despesas aumentadas em R$ 66,7 bilhões e ganhos de R$ 63,1 bilhões na arrecadação.

O valor do salário mínimo para o próximo ano ainda está sujeito a alterações, dependendo do INPC deste ano e da nova política de reajuste. De acordo com a legislação, o presidente da República deve publicar uma medida provisória até o final do ano, estabelecendo o valor do salário mínimo para o ano seguinte.

Em 2024, o salário mínimo está em R$ 1.412, com ganho real de 3% em relação a 2023. O valor de R$ 1.412 corresponde ao INPC acumulado nos 12 meses terminados em novembro de 2023, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do PIB em 2022.

O novo salário mínimo passa a valer no dia 1º de janeiro de cada ano, com pagamento a partir de fevereiro. Por exemplo, o piso salarial de 2024, de R$1.412, começa a ser pago desde o início do ano.

Abaixo você tem a oportunidade de entender mais sobre a valorização do salário mínimo, além de ficar por dentro dos últimos reajustes regionais. Neste link, eu te apresento quais benefícios foram impactados pela última atualização. Acompanhe!

Política de valorização do salário mínimo em 2024

A partir do dia 1º de janeiro de 2024, entra em vigor a política de valorização do salário mínimo, impulsionada através do texto aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula nesta semana.

Seguindo a nova regra, a valorização será resultado da soma entre o índice de inflação do ano precedente e o índice correspondente ao crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

O índice de inflação considerado será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado nos últimos 12 meses até novembro do ano anterior ao reajuste. Em anos em que o PIB não apresentar crescimento, o reajuste será orientado apenas pela inflação.

Salário mínimo ideal em 2024 

Para 2024, a projeção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que o salário mínimo ideal, considerando despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 6.294,71

Essa estimativa é 4,4 vezes superior ao valor projetado para o salário mínimo em novembro de 2023, conforme os cálculos mensais do Dieese, que avalia o preço da cesta básica em 17 capitais do Brasil.

Reajuste regional do salário mínimo 

Um novo salário mínimo de R$ 1.856,94 foi confirmado para o trabalhador. O valor será destinado aos residentes do Paraná. Este público terá acesso ao reajuste no piso salarial regional para 2024, estabelecido em R$1.856,94, ultrapassando o pagamento nacional.

O anúncio oficial foi feito pelo Governo do Paraná, destacando o aumento significativo para os trabalhadores do estado. Os governos estaduais implementam aumentos regionais no salário mínimo para assegurar remunerações superiores ao piso nacional, considerando as particularidades da mão de obra e o custo de vida local.

Esses aumentos são organizados em quatro grupos, seguindo diferentes conjuntos de ocupações conforme a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). O salário mínimo de R$1.856,94 foi ajustado para o Grupo I, composto por trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca. 

Enquanto isso, o Grupo II, que inclui serviços administrativos, domésticos e vendedores, teve um aumento para R$1.927,02. Esses ajustes refletem as necessidades específicas de cada setor, buscando equilibrar as condições de trabalho.

Com o salário mínimo fixado em R$1.856,94, o Grupo III, composto por trabalhadores industriais, recebeu um aumento para R$1.989,86. Enquanto isso, no Grupo IV, técnicos de nível médio terão um novo salário mínimo de R$2.134,88. Esses ajustes visam melhorar as condições de vida e trabalho em diferentes setores da economia.

O salário mínimo de R$1.856,94 é resultado de uma série de fatores, como o reajuste nacional, custo de vida estadual e demanda por mão de obra. As negociações entre sindicatos, trabalhadores, empregadores e governo são cruciais para sua definição. Índices econômicos, como inflação e crescimento, também são considerados no processo de reajuste.

Laura AlvarengaLaura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.
Sair da versão mobile