INSS utiliza nova medida para apurar fraudes entre beneficiários; entenda

Uma nova medida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promete oferecer mais segurança aos seus beneficiários. Através da inteligência artificial (IA), o órgão tem o objetivo de detectar fraudes em atestados médicos para conseguir o auxílio-doença. Veja mais detalhes abaixo.

INSS utiliza nova medida para apurar fraudes entre beneficiários; entenda
INSS utiliza nova medida para apurar fraudes entre beneficiários; entenda. Imagem: FDR

O também chamado de benefício por incapacidade temporária é concedido quando o trabalhador precisa ficar afastado do serviço por mais de 15 dias por motivo de doença. Para ter acesso, é preciso apresentar atestado ou realizar uma perícia médica.

Vale lembrar, no entanto, que falsificação ou utilização de um atestado falso pode resultar em uma condenação de até cinco anos de prisão. Além disso, o beneficiário do INSS portador de atestado falsificado, além de restituir os valores recebidos, pode ser demitido por justa causa.

Detalhes da nova medida do INSS

Um robô desenvolvido pela Dataprev vai realizar uma espécie de ‘varredura’ nos atestados médicos que forem enviados pela internet, pela plataforma Atestmed. O sistema substitui o atendimento médico-pericial por uma análise de documentos.

A partir de agora, toda análise feita pela inteligência artificial vai cruzar dados como nome, assinatura e CRM do médico no atestado. Também será possível de identificar o endereço de onde foi enviado o arquivo. As informações reforçam a segurança do processo.

A inteligência artificial irá conferir nos atestados diversos aspectos que indiquem fraude. Veja tópicos:

  • A identificação dos médicos, como nome e assinatura;
  • Os registros no CRM (Conselho Regional de Medicina) ou de outro conselho de medicina;
  • A grafia (letras) dos profissionais;
  • Os disparos em massa de um mesmo IP (internet protocol), endereço exclusivo de onde é enviado um arquivo.

Em 2023, mais de 1,6 milhão de pedidos chegaram ao INSS via Atestmed. No entanto, quase metade (46%) não foi aceita por não estar de acordo com as regras do Instituto. A ideia é justamente filtrar conteúdos ‘indesejados’.

Vittoria Fialho
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco, já esteve como repórter no Diario de Pernambuco e no Portal NE45 Minutos. Nos veículos, fez parte das editorias de redes sociais e esportes. Também acumula experiência na assessoria de imprensa do Clube Náutico Capibaribe. Suas redes sociais são: @vtfialho e [email protected].