Governo se pronuncia sobre taxa de juros do empréstimo consignado do INSS

Governo planeja reduzir taxa de juros do empréstimo consignado do INSS. Nesse ano essa modalidade voltou a ser debatida entre o Governo Federal, Banco Central e bancos. Entenda melhor como a possível mudança pode te afetar.

Governo se pronuncia sobre taxa de juros do empréstimo consignado do INSS
Governo se pronuncia sobre taxa de juros do empréstimo consignado do INSS (Imagem: FDR)

A taxa de juros do empréstimo consignado pode ser mudada em breve. O debate acontece entre o governo e bancos através do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). A proposta do Ministério da Previdência Social é reduzir tanto o consignado em folha de pagamento, quanto em cartão de crédito.

Redução da taxa de juros do empréstimo consignado do INSS

  • Na última segunda, 28, o CNPS se reuniu, mas, acabou adiando a decisão para a próxima semana.
  • A proposta do governo é reduzir a taxa do consignado com desconto em folha de pagamento de 1,84% para 1,77% ao mês.
  • Além de diminuir a taxa do consignado com desconto no cartão de crédito, que passaria de 2,76% para 2,62% ao mês.
  • A proposta não chegou a ser votada porque o Conselho quer ouvir o Banco Central sobre os impactos da possível redução dos juros.
  • A decisão veio após pressão e representantes do setor financeiro.
  • Nos planos do ministro da Previdência, Carlos Lupi, a taxa iria acompanhar a Selic, atualmente em 12,25%.
  • Inclusive, em março desse ano o ministro havia reduzido a taxa de juros do consignado do INSS de 2,14%  para 1,70% ao mês.
  • Mas, precisou recuar um pouco e a taxa ficou fixada em 1,97%.
  • Depois a taxa caiu em agosto, chegando a 1,91%; e em outubro, chegando a 1,84%, acompanhando a Selic.
  • A proposta esbarra nos representantes do setor financeiro que acreditam que essa forma de redução não é vantajosa, que alegam aumento dos custos de captação.
  • A proposta dos bancos é ter a taxa do DI (Depósito Interbancário) como referência para o consignado do INSS.

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.