VITóRIA DA CONQUISTA, BA — Após descumprir o plano de recuperação, uma importante empresa deve permanecer em processo de falência. Nesse tipo de processo a Justiça vai em busca de bens que podem ser vendidos para cobrirem os custos da dívida empresarial.
Em fevereiro desse ano a Justiça havia decretado a falência da Livraria Cultura, a empresa recorreu da decisão. No entanto, em nova decisão o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso e a empresa segue no processo que deve vender bens para o pagamento da dívida.
No entendimento do desembargador J.B. Franco de Godoi, a Livraria Cultura não tem condições financeiras de cumprir com o plano de recuperação que havia sido firmado.
“A falência da agravante, diante do global inadimplemento do plano de recuperação, tem como objetivo proteger o mercado e a sociedade, assim como fomentar o empreendedorismo e socializar as perdas provocadas pelo risco empresarial”, pontuou o desembargador.
Falência da Livraria Cultura
Pode parecer que o processo é recente, no entanto, a empresa entrou com o processo de recuperação judicial no ano de 2018, quando declarou uma dívida de R$ 285,4 milhões; as quedas nas vendas da empresa vêm desde a crise econômica de 2014.
Em fevereiro desse ano o juiz Ralpho Waldo de Barros Monteiro decretou a falência da empresa, o que conseguiu ser revertido logo em seguida.
Atualmente a Cultura tem apenas duas lojas físicas, uma em Porto Alegre e outra em São Paulo, por sinal, essa última já possui um pedido de despejo à vista. A vereadora Luna Zarattini (PT) entrou com pedido de tombamento do prédio e aparentemente o Ministério Público é favorável.
Com o novo pedido de falência decretado, a empresa tem até dois dias para avaliar seus bens; poderão ser vendidos imóveis, estoque e até mesmo a própria marca.
O presidente da empresa, Sergio Herz, afirmou que foi pego de surpresa com o pedido de falência da empresa por parte da Justiça em fevereiro deste ano.
Para saber mais sobre vagas de emprego, vestibulares e cursos, acompanhe a editoria de Carreiras do FDR.