Conta de luz deixará de ser um problema na vida dos brasileiros; entenda

Ao que parece, a conta de luz não deve se tornar um problema na vida dos brasileiros tão cedo. Segundo informações do diretor da agência reguladora Aneel, Hélvio Guerra, a bandeira verde de energia elétrica deve prevalecer ao longo do ano de 2024. 

Conta de luz deixará de ser um problema na vida dos brasileiros; entenda
Conta de luz deixará de ser um problema na vida dos brasileiros; entenda. (Imagem: Montagem/FDR)

A permanência da bandeira verde na conta de luz está associada ao favorável cenário hidrológico, responsável por elevar consideravelmente o nível dos reservatórios e das hidrelétricas. Esta é a principal fonte de geração de eletricidade de todo o Brasil. 

O diretor da Aneel também mencionou a ampliação na oferta de energia em 2023, sobretudo a renovável. Trata-se de uma estratégia voltada justamente à manutenção da bandeira verde na conta de luz, que provavelmente deve continuar vigente no decorrer deste ano. 

Na oportunidade, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, afirmou que todas as condições atuais apontam para que não haja cobrança adicional na conta de energia dos brasileiros neste ano.

“O ONS conhece bem esse ambiente, e o ambiente é confortável para 2023 e 2024. Estamos com todos os reservatórios cheios e continua chovendo, o que nos dá esse conforto”, disse Guerra, à Reuters.

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Sistema de bandeiras na conta de luz

O sistema de bandeiras foi criado em 2015, com o objetivo de manter o consumidor brasileiro ciente sobre o consumo de energia elétrica, bem como sobre a situação por todo o país.

Cada uma das cores: verde, amarela e vermelha, indicam a gravidade e respectiva cobrança extra no valor final sinalizado ao consumidor. Veja os percentuais cobrados na prática:

Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou de setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima.

Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.
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