Como saber se fui aprovado no Bolsa Família? Descubra como validar seu cadastro

Pontos-chave
  • População vulnerável busca o Cadastro Único na expectativa de garantir uma vaga no Bolsa Família;
  • Futura transferência de renda pagará benefício fixo de R$ 600 mais bônus de R$ 150;
  • Futuro beneficiário pode consultar cadastro no programa usando o CPF.

Os únicos detalhes que se sabem sobre o futuro Bolsa Família se referem aos valores prometidos pelo presidente eleito. No entanto, especulações sobre o meio de inscrição têm estimulado a procura pelo Cadastro Único (CadÚnico)

Como saber se fui aprovado no Bolsa Família? Descubra como validar seu cadastro
Como saber se fui aprovado no Bolsa Família? Descubra como validar seu cadastro. (Ilustração: FDR)

Popularizado a partir de iniciativas sociais como o Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil, o CadÚnico deve ser mantido como porta de entrada para o Bolsa Família. O futuro governo Lula fez menções a esta possibilidade ao anunciar a pretensão de reformular e equilibrar os registros de famílias no sistema.

Isso porque, a regra criada pelo governo de Jair Bolsonaro sobre conceder o Auxílio Brasil, exclusivamente, para um único membro do grupo familiar, tornou desproporcional o número falso de famílias monoparentais que surgiram no último ano.

A intenção com a chegada do novo Bolsa Família, é readequar a norma e viabilizar a transferência de renda proporcionalmente ao número de famílias que se enquadrarem nos requisitos de elegibilidade.

Como ser incluído no Bolsa Família 2023?

O futuro governo Lula ainda não divulgou detalhes de como acontecerá a inclusão no Bolsa Família 2023. Entretanto, acredita-se na manutenção do Cadastro Único (CadÚnico) como porta de entrada para o programa social.

O CadÚnico é um banco de dados que reúne informações da população de baixa renda do Brasil e já está disponível em formato digital através de site ou aplicativo. Para ser incluído no Bolsa Família em 2023 é essencial estar registrado no sistema com os dados atualizados e ativos. 

A família que deseja se inscrever no CadÚnico deve apresentar uma renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, ou seja, R$ 606,00 ou três salários mínimos como renda familiar, R$ 3.636,00

Se o grupo familiar se enquadrar nas condições solicitadas, basta procurar o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) mais próximo, situado no município em que reside. Vale ressaltar que é bastante comum ter mais de uma unidade espalhada pela cidade, com o objetivo de atender melhor cada região. 

Para se inscrever no CadÚnico é preciso:

  • Ter uma pessoa responsável pela família para responder às perguntas do cadastro. Essa pessoa deve fazer parte da família, morar na mesma casa e ter pelo menos 16 anos.
  • Para o responsável pela família, de preferência uma mulher, é necessário o CPF ou Título de Eleitor.
  • Exceção: no caso de responsável por famílias indígenas e quilombolas, pode ser apresentado qualquer um dos documentos abaixo. Não precisa ser o CPF ou o Título de Eleitor.

Além do mais, é essencial apresentar pelo menos um dos documentos a seguir de todos os membros da família: 

  1. Certidão de Nascimento;
  2. Certidão de Casamento;
  3. CPF;
  4. Carteira de Identidade (RG);
  5. Certidão Administrativa de Nascimento do Indígena (RANI);
  6. Carteira de Trabalho;
  7. Título de Eleitor;
  8. Comprovante de residência atual.

Quais serão as regras do Bolsa Família 2023?

Apesar das constantes discussões sobre a volta do Bolsa Família 2023, nenhuma informação oficial foi compartilhada sobre as regras do programa. Acredita-se que o detalhamento seja feito apenas se o projeto que regulamenta a transferência de renda for aprovado.

Claramente, o Bolsa Família 2023 será direcionado à população brasileira em situação de vulnerabilidade social. Diferentemente do Auxílio Brasil, o futuro programa social pretende reviver algumas condicionalidades, como a manutenção de uma boa frequência escolar e o cartão de vacinação atualizado

Após observar o interesse do governo Lula em reviver várias das antigas características do antigo programa, acredita-se que a tendência permaneça no que diz respeito às regras para a concessão do benefício. A especulação foi confirmada pela ex-ministra e coordenadora do grupo de assistência social da equipe de transição, Tereza Campello.

Veja as principais mudanças referentes Bolsa Família em relação ao Auxílio Brasil no ano que vem, que devem ser instauradas já no primeiro semestre do Governo Lula:

  1. Mudar o nome do programa de “Auxílio Brasil” para “Bolsa Família”, título utilizado pelo Governo Lula na criação do benefício;
  2. Tornar permanente o pagamento da parcela de R$ 600 a partir de janeiro de 2023;
  3. Instaurar à parcela fixa de R$ 600 o adicional de R$ 150 para cada família com criança de até 6 anos de idade. Famílias com até duas crianças nesse requisito receberão R$ 150 para cada criança;
  4. Exigir, como critério para recebimento do benefício, a atualização da carteira de vacinação;
  5. Exigir, como critério para recebimento do benefício, o comprovante de matrícula escolar (no caso de famílias com crianças).

Consulta do Bolsa Família pelo CPF

A consulta pública do Bolsa Família pelo CPF ou NIS é disponibilizada de forma online, pelo site oficial da Caixa Econômica Federal (CEF). No ambiente, é possível visualizar os valores liberados por família, além da consulta do saldo do benefício e valores que já foram sacados.

Sendo assim, confira a seguir o passo a passo de como consultar o Bolsa Família pelo CPF ou NIS:

  1. Abra o site oficial da Caixa Econômica;
  2. Em seguida, clique em “Consultar famílias beneficiárias”;
  3. Depois, selecione a opção de “Consulta por família”;
  4. Após clicar nessa opção, digite o NIS (Número de Identificação Social e o CPF do responsável familiar;
  5. Então, clique em consultar.

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Laura AlvarengaLaura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.