Silvio Santos sempre rejeitou dinheiro das igrejas no SBT por conta deste motivo

O SBT, a rede de TV de Silvio Santos, é uma das poucas que não vende horários em sua programação para igrejas. Estas instituições religiosas pagam verdadeiras fortunas para transmitir seus programas em emissoras de TV. No entanto, para Silvio Santos esta é uma questão inegociável que mesmo em momentos mais difíceis, nunca aceitou vender horários. Mas qual é a razão para isto?

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“Judeu não deve alugar a televisão para os outros. Você não sabe que os judeus perderam tudo quando deixaram outras religiões entrarem em Israel?”, disse Silvio em uma entrevista dada a jornalista Mônica Bergamo, na ‘Folha de S. Paulo’, em junho de 2013.

“O judeu não pode deixar que na casa dele tenha outra religião. É por isso que não deixo nenhuma religião entrar no SBT, que é uma casa judaica”, afirmou. Silvio, que é filho de imigrantes russos, obedece muito os preceitos do judaísmo. Ele também vai com regularidade a cultos evangélicos para acompanhar a mulher e as filhas, que seguem a religião.

O dinheiro que viria de igrejas evangélicas não vem fazendo falta nas contas do SBT. No ano passado, a rede de Silvio foi a que obteve o maior lucro líquido, R$141 milhões.

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Os grandes responsáveis por esta entrada a mais de dinheiro nos cofres da emissora foram o faturamento oriundo de patrocínios da Libertadores e da Uefa Champions League, dois eventos que marcaram o retorno do SBT ao futebol após um longo período sem investimentos na área.

Todas as cotas que a emissora colocou a disposição no mercado foram vendidas pela área comercial para os dois eventos até o final deste ano.

A compra de direitos de futebol são investimentos altos, porém que valem a pena. No ano passado, o SBT obteve um retorno de R$ 58,2 milhões com seus eventos. Isto é algo que até 2020 a emissora não tinha.

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Olhando pelo lado do negócio, a posição de Silvio Santos é a mais acertada, uma vez que o lucro da empresa será proveniente exclusivamente de seus resultados. O SBT é uma emissora com longa história, tem o carinho do público e não seria interessante o ver vendendo seus horários, que poderiam até mesmo prejudicar sua audiência.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.