Preço da GASOLINA teve ALTA de 42% durante o GOVERNO BOLSONARO; entenda os MOTIVOS

Nas últimas semanas os Estados começaram a aderir à redução na alíquota do ICMS, como estratégia para reduzir o preço da gasolina. Entretanto, o combustível continua em um dos patamares mais caros que o país já viu. A alta foi de 42% somente no Governo Bolsonaro

publicidade
Preço da GASOLINA teve ALTA de 42% durante o GOVERNO BOLSONARO; entenda os MOTIVOS
Preço da GASOLINA teve ALTA de 42% durante o GOVERNO BOLSONARO; entenda os MOTIVOS.
(Imagem: FDR)

Semanalmente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apura a média de preços cobrados pelo país. No caso dos combustíveis, o preço da gasolina era cerca de R$ 4,27 em meados de janeiro de 2022.

Em julho deste mesmo ano, a cobrança pelo litro do combustível passou para R$ 6,07. Os dados fazem parte do levantamento realizado entre os dias 10 a 16 de julho.

publicidade

É importante explicar que, os números configuram somente o preço da gasolina de modo nominal. Isso quer dizer que não há a inclusão do acúmulo da inflação no período observado.

Se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) for considerado, o combustível atinge uma alta de 35% somente entre janeiro de 2019 a junho de 2022. 

O cálculo da ANP também não levou em consideração a redução de R$ 0,20 por litro no preço da gasolina. A medida foi anunciada pela Petrobras no início desta semana, começando a vigorar na quarta-feira (20).

Ressaltando que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também não divulgou informações acerca da inflação do mês de julho

Para os caminhoneiros, taxistas, motoristas de aplicativo e condutores no geral, o Governo Bolsonaro é o grande culpado pela alta no preço da gasolina. Em contrapartida, o presidente da República atribui a culpa à presidência da Petrobras. Inclusive, Jair comentou durante reunião no Palácio da Alvorada que:

“A Petrobras vai achar seu rumo agora”, se referindo à nova chefia da estatal.

publicidade

Caio Paes de Andrade foi o nome indicado pelo Governo Bolsonaro para assumir a presidência da estatal. Ele já está no comando desde o mês de junho, e é o quarto executivo a assumir a empresa no decorrer dos quatro anos da atual gestão executiva.  

O que explica a alta no preço da gasolina?

O preço final da gasolina é composto pela produção da Petrobras nas refinarias, impostos federais e estaduais (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide), custo do etanol anidro obrigatório e as margens da distribuição e revenda.

  • Petrobras: 36%
  • Custo Etanol Anidro: 13%
  • ICMS: 27%
  • CIDE, PIS/Pasep e Cofins: 10%
  • Distribuição e revenda: 14%
publicidade

Mesmo com a redução na alíquota do ICMS que agora deve ficar entre 17% e 18%, ainda existem outros fatores que incidem sobre a precificação deste combustível. Por exemplo, o fato dele ser precificado em dólar

A moeda estrangeira compõe o valor do barril de petróleo tipo Brent, o mais usado na composição dos combustíveis comercializados atualmente no Brasil. Hoje, este barril custa cerca de US$ 100, encarecendo ainda mais a fabricação.

Clique aqui e aperte o botão "Seguir" para você ser o primeiro a receber as últimas informações sobre este assunto no seu celular!

Também é importante levar em consideração a guerra deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia. Vários países em desacordo com esse conflito, aplicaram sanções contra a Rússia, e como resposta, o governo russo cessou a exportação de Petróleo que é uma das maiores de todo o mundo.

publicidade

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.